O poder dos livros no desenvolvimento pessoal é inquestionável, mas, para isso, é preciso dar espaço para que eles façam parte do cotidiano. Mais que ler por diversão, é fazer disso um hábito, uma obrigação. Os clássicos de Machado de Assis, Érico Veríssimo e Guimarães Rosa, por exemplo, estão perdendo espaço entre grande parte dos jovens.

Todavia, eu não culpo tais pessoas, pois o hábito da leitura vem desde pequeno. É preciso ter incentivo, principalmente, dentro de casa – mas também fora dela. O meio em que se vive é, inegavelmente, o maior responsável por quem nos tornamos. Portanto, eu questiono: como pessoas que não têm sequer acesso a saneamento básico, se tornarão leitores assíduos? Novamente nos deparamos com questões socioeconômicas. Todavia, o assunto aqui é justamente o poder do hábito da leitura no meio social; a leitura pode solucionar problemas socioeconômicos? Bem, ela pode.

 Ler é muito mais do que abrir um livro e compreender as ideias contidas nele, ler é cultura; mais que isso, ler é uma forma de entretenimento. Quem lê adquire habilidades que não poderiam ter sido desenvolvidas em nenhum outro lugar.

Através dos livros o exercício para instigar o pensamento crítico se torna, indiscutivelmente, mais fácil. É através do universo literário que a formação intelectual dos indivíduos se inicia.

Todavia, atualmente, muitos de nós – indivíduos – carecemos de interpretação de texto – o que é um problema extremamente sério. Entretanto, apesar de ser algo relativamente fácil, na teoria, de ser resolvido, na prática é muito mais complicado.

De fato, o remédio para o problema de compreensão textual é a leitura. Ler, ler e ler. Contudo, a chance de adultos enfrentarem grande dificuldade em criar um hábito de leitura, depois de anos vivendo da mesma forma, é muito grande. O curioso é que isso não ocorre em crianças, pois estas, por sua vez, apresentam muito mais facilidade de aprendizado e adaptação a novas rotinas.

É fato, na infância a dificuldade de aprendizado é muito menor do que em outras fases da vida. Por isso a importância de habituar as crianças desde cedo a uma rotina saudável – e aqui não falo apenas de saúde corporal, mas também psicológica e cultural.

É indiscutível o fato de que quanto mais lemos, mais praticamos a compreensão de texto, é preciso entender o que se está escrito, para compreender o que se é falado. Devido a isso, é de extrema importância avançar os níveis literários e amadurecer o estilo de leitura.

Os leitores são os formadores de opinião, os questionadores. Quem lê argumenta, quem lê é imparável, quem lê não se aliena; claro, além dos benefícios intelectuais, têm os comuns, que talvez nem fosse necessário colocar aqui, como ampliação do vocabulário e conhecimento sociocultural.

O mal da nova geração é o hábito de não ler. É fato, nós, jovens, lemos menos que as gerações passadas – o que é compreensível, pois somos rodeados por tecnologia e um mundo que não dorme. Tudo acontece muito rápido, de maneira instantânea, causando a falsa impressão de que leitura exige tempo, o que, claro, sentimos não ter. A ideologia pós-modernista faz a cabeça dos jovens que não leem.

Porém, o que exigirá tempo é a recuperação de uma ignorância que poderia ter sido evitada, a busca constante por recuperar o tempo perdido. O que levará tempo é adquirir, depois de anos, um hábito que poderia ser facilmente criado na fase em que mais se aprende na vida.

A leitura é essencial na formação dos indivíduos. Sejamos leitores, sejamos questionadores, tenhamos a capacidade de distinguir, dentro de nossos princípios e verdades, o que condiz com o que acreditamos. Mas conheça algo em que acreditar, enxergue o mundo através das palavras, pense fora da caixa.

Não ler mata o intelecto. Leitura é mais que conhecimento, é  um hábito incessantemente transformador. Os livros transformam não apenas o leitor, mas também o meio no qual ele vive. Eles protagonizam as soluções no âmbito social.

Geórgia Eduarda tem apenas 18 anos de idade e já está escrevendo um livro sobre educação. Recentemente, começou a dar palestras de maneira gratuita em prol da democratização do processo de candidatura para universidades dos Estados Unidos, a iniciativa chama-se Palestrante Jovem e foi fundada pela própria Geórgia Eduarda.

A jovem ainda foi aceita em um programa do The New York Times e irá passar 6 semanas aprendendo com alguns dos maiores profissionais do mundo.

Além de compartilhar conhecimento e oportunidades educacionais em seu Instagram (@studiesbygeorgia), ela é fundadora de um grupo de debates online intitulado “Projeto Future Minds”, que atualmente conta com dezenas de jovens do Brasil inteiro, e co-fundadora do Programa Jovens no Exterior, uma iniciativa para orientar jovens de uma escola pública da região metropolitana de Porto Alegre a se candidatarem a universidades nos Estados Unidos.

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