A oratória é a capacidade de falar em público de maneira clara e estruturada. E, apesar de parecer uma tarefa fácil, não é tão simples assim.

Me arrisco a dizer que a maioria dos jovens têm vergonha ou medo de falar em público. Porém, isso é totalmente compreensível, visto que a oratória não é uma habilidade ensinada na maioria das escolas brasileiras.

Milhares de jovens sofrem cada vez que precisam falar para uma plateia – mesmo que seja de dez pessoas ou menos -, e aqui irei explorar muito além da timidez. Falarei sobre a falta de preparo, pois, apesar de ser um problema recorrente, ele poderia ser reduzido se a oratória fosse uma habilidade prezada nas escolas e em casa.

Falar em público nada mais é do que treino. A desinibição não é uma habilidade que se desenvolve do dia para a noite, por isso, é preciso desafiar-se continuamente.

E se engana quem pensa que o treino se restringe apenas a falar em público. Ouvir também é uma ótima forma de praticar a oratória, pois é observando os demais, interagindo com eles e se entrosando dessa realidade que torna-se mais fácil superar nossos próprios desafios.

Todavia, apesar de ser natural a vergonha e frio na barriga antes de iniciar um discurso para dezenas de pessoas, quando esse medo passa a ser excessivo torna-se uma patologia, denominada glossofobia. Nesses casos, é recomendado a busca por um profissional.

Entretanto, aqui neste artigo, estou partindo do princípio do medo natural, a famosa: vergonha de falar publicamente. Sendo assim, existem algumas maneiras de exercitar essa habilidade.

O primeiro passo para tornar-se um bom locutor é construir um intelecto forte, ou seja, a mudança precisa ocorrer internamente para só depois externalizar.

É possível fazer isso tomando pequenas atitudes em sua rotina, como ler livros, artigos, ouvir podcasts, assistir a documentários e palestras. Como falei, uma ótima forma de treinar oratória é se inspirar nos demais e engrandecer sua visão de mundo.

Ademais, uma das vantagens ao exercitar seu pensamento crítico através de leitura e palestras é o enriquecimento do vocabulário e ampliação do conhecimento. Você se sente mais apto a discursar devido a segurança que cria, além das noções técnicas que adquire.

Após essa etapa, a mudança já começa a acontecer, partindo então para a parte mais difícil: a organização das ideias.

Esse é um dos maiores desafios, pois colocar os pensamentos de maneira coerente sem um papel à disposição não é algo fácil. Por isso, minha recomendação é treinar a organização das ideias, primeiramente, no papel.

Uma sugestão é dividir as ideias em três etapas: brainstorm (mapa mental para colocar as ideias soltas), categorização (categorize suas ideias, tornando-as mais concisas) e síntese (una todas as ideias categorizadas em uma só, relacionando umas com as outras).

Após essa etapa, é interessante começar a treinar uma organização mental, sem anotações. Isso irá incentivar sua mente a organizar os pensamentos de maneira rápida. Apenas quando estiver conseguindo organizar tudo com certa facilidade, é momento de externalizar.

Colocar ideias para fora de maneira coesa não é simples, mas é possível. E uma das melhores maneiras de fazer isso é treinando na frente do espelho, sem definir um tempo ideal. E após dominar essa parte, é hora de utilizar o cronômetro e definir diferentes tempos para a fala.

Essas são algumas formas de aguçar a oratória de maneira natural e prática. Ademais, como exposto, a comunicação ocorre de dentro para fora, sendo necessário primeiro aprender a comunicar-se consigo mesmo, organizando as próprias ideias, para só depois transmitir isso através da fala.

Entretanto, é inegável que para que uma boa comunicação seja enraizada no indivíduo, é preciso que o estímulo ocorra desde sua formação.

Em meio a crise que atualmente se enfrenta na comunicação, pessoas com uma alta capacidade em expor seus pensamentos de maneira concisa possuem mais chances de se destacar na vida profissional.

Em suma, a comunicação deve fazer parte de sua formação intelectual, se fazendo presente em todas as facetas da vida.

Portanto, seja na escola ou na sala de casa, a construção de uma boa oratória deve ser aflorada desde a infância. Dessa forma, será possível termos cada vez mais seres humanos capazes de transmitir suas convicções com clareza e futuros profissionais que realizam com excelência seu trabalho.

Geórgia Eduarda tem apenas 18 anos de idade e já está escrevendo um livro sobre educação e um e-book sobre bolsas integrais para quem deseja cursar a graduação nos Estados Unidos.
A jovem ainda foi aceita em um programa do The New York Times e irá passar 6 semanas aprendendo com alguns dos maiores profissionais do mundo.
Além de compartilhar conhecimento e oportunidades educacionais em seu Instagram (@studiesbygeorgia), ela é fundadora de um grupo de debates online intitulado “Projeto Future Minds”, que já está em sua 2ª edição e conta com 149 jovens do Brasil e de outros países da América Latina.
Geórgia também é co-fundadora do Programa Jovens no Exterior, um departamento fundado juntamente com outros 3 jovens em uma escola pública da região metropolitana de Porto Alegre. Na iniciativa, eles auxiliam e orientam semanalmente, de maneira 100% gratuita, estudantes desse colégio a se candidatarem para universidades nos Estados Unidos.

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