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O comandante dos Bombeiros Voluntários Caienses e presidente da Associação dos Bombeiros Voluntários do Rio Grande do Sul (Voluntersul), Anderson Jociel da Rosa, assumiu nesta semana a presidência do Conselho de Administração da Confederação Nacional dos Bombeiros Voluntários (CNBV). O mandato vai até 2023 e o Conselho é formado por integrantes das associações gaúcha e catarinense de bombeiros voluntários. A eleição havia ocorrido ainda no ano passado, quando começou a transição interna para e troca de comando. É a primeira vez que um gaúcho assume o comando da principal entidade dos Bombeiros Voluntários no país.

Anderson Jociel da Rosa está completando 20 anos de atuação como bombeiro voluntário
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Na região, além de São Sebastião do Caí, os Bombeiros Voluntários têm mais sete corporações sediadas nos municípios de Bom Princípio, Feliz, Harmonia, São Vendelino, São José do Hortêncio, Salvador do Sul/São Pedro da Serra e Alto Feliz. Os bombeiros exercem um importante trabalho no Vale do Caí, tanto no combate a incêndios e socorro de acidentes, como no atendimento de demais emergências e em casos de enchentes, temporais e outras ocorrências.

Anderson Jociel da Rosa completa em setembro de 2021 um total de 20 anos como bombeiro voluntário. E faz 11 anos que está no comando dos Bombeiros Voluntários Caienses.

A CNBV

Criada em 16 de novembro de 2007, para representar os bombeiros voluntários de todo o País, a CNBV, tem sido tocada principalmente pela Associação dos Bombeiros Voluntários de Santa Catarina (ABVESC) e pela Voluntersul. O foco agora, segundo Anderson, é principalmente ampliar essa representatividade. “Além de Santa Catarina (onde existem bombeiros voluntários desde o 1892, século 19) e o Rio Grande do Sul (que tem corporações voluntárias desde 1977), sabemos que já surgiram corporações voluntárias em Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo, Bahia, Amazonas e Pernambuco”, explica o presidente. “O primeiro passo é ajudá-los a criar as associações estaduais e em seguida filiá-las ao CNBV. Para daí entrarmos com treinamento operacional e em gestão, bem como, o aprimorando as relações institucionais e o vínculo com as comunidades, por exemplo”, completa Anderson.

A diretoria tem como secretário Ivan Frederico Hudler – presidente da ABVESC e bombeiro voluntário de Joinville; tesoureiro Leandro Luiz Gottschalk – diretor financeiro da Voluntersul e bombeiro voluntário de Rolante; suplente Simone Cátia Stolf – primeira secretária da ABVESC e bombeira voluntária de Ascurra. Já o Conselho Fiscal ainda é formado por Alfieri Nicolau Freiberger – primeiro tesoureiro da ABVESC e bombeiro voluntário de Caçador, e Glaúcio Renato Dietrich – diretor administrativo da Voluntersul – e bombeiro voluntário de Nova Hartz.

Só no Rio Grande do Sul, atualmente são 54 unidades de bombeiros voluntários, que contam com mais de 260 viaturas. As mais antigas são as de Nova Prata e de Garibaldi. A do Caí também está entre as corporações mais antigas.  Segundo o levantamento da entidade, em 2020 foram 28.366 mil ocorrências atendidas pelas unidades voluntárias.

AÇÕES

Apesar de comum desde o século 19 em países como Chile (onde todas as corporações são formadas por voluntários), Estados Unidos, França, Alemanha e boa parte da Europa e América Latina, a organização e estruturação de unidades voluntários para atendimento a emergências não é tão comum no Brasil. Nesse ponto, outra frente de trabalho do CNBV será fortalecer a discussão para aprimorar a legislação sobre o tema.

Anderson luta pela regulamentação dos Bombeiros Voluntários no Estado
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“Algo muito semelhante com o Projeto de Lei Complementar 143/2020 que está tramitando na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul e em vias de chegar ao Plenário até abril. Esse projeto reconhece finalmente, de forma oficial e ampla, o trabalho das corporações voluntárias gaúchas”, destaca o presidente. O projeto é assinado por 37 parlamentares, de 14 partidos (um feito inédito na casa) e regulamenta o Artigo 128 da Constituição Estadual, de 1989, na parte que já previa desde então aos municípios organizarem serviços civis e auxiliares de combate ao fogo, de prevenção de incêndios e de atividades de defesa civil.

Segundo Anderson, o foco da legislação é dar mais segurança jurídica para os prefeitos e as comunidades, além das próprias unidades voluntárias.  Os bombeiros voluntários são uma alternativa real principalmente para comunidades menores (na prática, grande maioria dos mais de 5 mil municípios brasileiros). “A estimativa é de que os bombeiros militares (mantidos pelos Estados), estão presentes em menos de 20% das cidades brasileiras. Então, há muito em que o voluntariado pode ajudar”, defende.

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