16 paraguaios estavam enclausurados numa espécie de bunker e foram resgatados - Crédito: Polícia Federal

Em cumprimento de mandado de busca na manhã de hoje, terça-feira, dia 19, na Operação Tavares, num local em que funcionava uma fábrica de cigarros falsificados, junto a divisa de Triunfo e Montenegro, a Polícia Federal encontrou

16 trabalhadores, supostamente paraguaios. Eles estavam escondidos no subsolo da fábrica, em uma espécie de bunker, onde permaneciam enclausurados.

A descoberta do local ocorreu no início da tarde. O esconderijo é acessado através de um elevador hidráulico. As vítimas foram resgatadas. A fábrica clandestina ficava no prédio de uma antiga fábrica de ração, próximo do Posto 31, na localidade de Vendinha.

Além do contrabando e falsificação de cigarros, a Operação Tavares, investiga a organização criminosa por cooptar cidadãos paraguaios para trabalharem na produção clandestina de cigarros em condições análogas à escravidão.

Ao chegarem ao Brasil, os estrangeiros tinham os celulares apreendidos pelos líderes do grupo e eram levados à “fábrica”, de onde não poderiam sair até o fim do ciclo de produção. Fato semelhante já tinha ocorrido em 2019, quando foi descoberta outra fábrica de cigarros falsos na localidade de Calafate, em Montenegro, também com paraguaios trabalhando em regime de escravidão.

A operação de hoje teve buscas e prisão em Montenegro, Triunfo e várias outras cidades do Rio Grande do Sul, Paraná e São Paulo. Além da Vendinha, outra fábrica de cigarros falsos em Cachoeirinha. No total foram cumpridos 40 mandados de prisão e 56 de busca e apreensão, sendo executadas ordens judiciais para seqüestro de 56 veículos, 13 imóveis e valores em contas bancárias. Participaram da operação 250 policiais federais e 60 servidores da Receita Federal, com o apoio da Brigada Militar e Ministério Público.

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