Corsan corta a água de 160 apartamentos do Residencial 5 de Maio

Hidrômetros não são individualizados e dívida seria de mais de R$ 140 mil - Reprodução/FN

Por atraso no pagamento, a Corsan suspendeu hoje pela manhã, quinta-feira, dia 24, o fornecimento de água para os 160 apartamentos do Residencial Cinco de Maio, em Montenegro.

No condomínio, situado no bairro Cinco de Maio, a Corsan informa que existe uma única ligação que abastece todos os oito blocos e seus 160 imóveis. De acordo com a gerente Silvani Scheid, o condomínio tem o controle interno e cada apartamento tem o seu hidrômetro. “O valor da água está incluído no condomínio que deve ser pago mensalmente”, afirma.

O secretário municipal de habitação, desenvolvimento social e cidadania, Luis Fernando Ferreira, diz que faz cerca de um ano que foi solicitado para a Corsan a individualização dos relógios, mas a companhia alegou que não era possível. Foi então pedido que fosse individualizado por bloco. Fernando diz que também foi acionado o Ministério Público para que, através de liminar, suspendesse a decisão de interromper o abastecimento e voltasse a fornecer água ao Residencial Cinco de Maio.

Os moradores do condomínio, que alegam estar pagando suas contas em dia, estão revoltados com o corte na água. “É um descaso. Aqui moram seres humanos que trabalham e pagam suas contas. Estamos pedindo socorro”, alega uma moradora. Ela confirma que existe inadimplência de alguns moradores, mas protesta que quem paga também acaba ficando sem água. “Eu tenho uma criança especial. Como vou ficar sem água se estou em dia”, protesta. Diz que alguns apartamentos estão fechados e mesmo assim tem a tarifa. Segundo a Prefeitura, alguns imóveis também teriam sido ocupados irregularmente e já pediu providências por parte da Caixa Federal, que foi a responsável pela construção do residencial através do programa Minha Casa Minha Vida.

Em 2015 o problema já foi discutido na Câmara de Vereadores, quando a dívida era de cerca de R$ 25 mil. Mais recentemente, o presidente da Câmara, vereador Talis Ferreira, diz que na última vez que foi cortada a água fez contato com a Superintendência da Corsan em Porto Alegre e foi obtido mais um reparcelamento da dívida. A dívida pendente agora estaria em cerca de R$ 141 mil. Moradores reclamam que, mesmo os que pagam em dia a conta, estavam pagando o parcelamento para que a água não fosse cortada. “É injusto ter que pagar de quem não paga e assim mesmo ficar sem água”, protestam.

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