Campani mostra ao governador que o Caí não pode ter pedágio

Comitiva caiense esteve com Eduardo Leite hoje e mostrou contrariedade quanto ao anúncio do pedágio na RS 122 no Areião - Crédito: Assessoria do Gabinete do Governador

O prefeito de São Sebastião do Caí, Júlio Campani, acompanhado dos vereadores João Marcos Guará, Azir Hartmann e Elson Lopes, mais o deputado federal Lucas Redecker, esteve reunido na tarde de hoje, terça-feira, dia 21, com o governador Eduardo Leite e o secretário-chefe da Casa Civil, Artur Lemos Júnior. Em pauta, a contrariedade do Caí com relação a instalação de um pedágio no quilômetro 4 da RS 122, na altura do bairro Areião, perto da divisa com Portão.

Governo do Estado anunciou nova praça de pedágio no quilômetro 4 da RS 122, no Caí, perto da divisa com Portão
– Crédito: Fato Novo

Conforme Campani, o governador escutou a comitiva caiense e viu fotos mostrando que o pedágio dividiria o bairro Areião, causando grandes prejuízos para a comunidade local, além de ser penalizado com a maior tarifa das praças do bloco 3, que pode chegar a R$ 9,95. “Pelo que se observou e pelos documentos que levamos, o governador ficou impressionado com nossas manifestações e prometeu que irá fazer uma reunião com o secretário de Parcerias do Estado, Leonardo Busatto, e sua assessoria, para verificar quais alternativas para minimizar o problema”, declarou Campani. “Na saída o governador me garantiu que se sensibilizou com nossos argumentos e vai reunir a equipe técnica para ver as alternativas, que serão nos comunicadas posteriormente”, completa.

Para o prefeito do Caí, a reunião foi bastante positiva. “Tivemos a oportunidade de mostrar e documentar a realidade ao governador. Tenho a absoluta certeza que isso não era do seu conhecimento”, conclui Júlio Campani.

Mobilização contra o pedágio

Campani tem procurado manter contatos com secretários estaduais, deputados e demais lideranças, no sentido de reverter a decisão do Governo do Estado. Se o Governo mantiver a decisão, o prefeito ameaça ingressar com ação judicial. E também já esteve no Areião, junto com técnicos da Prefeitura, estudando a possibilidade de rotas alternativas que podem ser pavimentadas para serem utilizadas por moradores como desvios do pedágio, como a estrada Júlio de Castilhos, da Tafona.

O prefeito do Caí ainda acreditar no diálogo para reverter à situação. Outra tentativa é de buscar a isenção dos moradores locais, como acontece no pedágio de Portão, administrado pela EGR, em que a tarifa atual é de R$ 6,50. Campani disse que isso chegou a ser cogitado em reunião anterior com representantes do Governo, mas a possibilidade de isenção não consta no texto sobre as concessões e novos pedágios publicado no site do Governo.

Concessão com novos pedágios

O Conselho Gestor do Programa de Concessões e Parcerias Público-Privadas do governo do Estado aprovou a publicação do edital de concessões de rodovias do bloco 3 do programa RS Parcerias, em que consta a instalação de um novo pedágio no Caí. Com a desativação do pedágio de Rincão do Cascalho (Portão), estão previstas para a região duas novas praças. Além da praça no Caí, a outra foi anunciada para o quilômetro 30 da ERS 240, na altura da localidade de Paquete, em Capela de Santana, bem próximo da divisa com Montenegro, com tarifa máxima de R$ 7,28 na Capela. O prefeito da Capela, Alfredo Machado, também já se manifestou contra o pedágio no município, prometendo entrar com ação na Justiça e construção de desvios.

O Governo do Estado alega que com as concessões as rodovias vão receber grandes investimentos em melhorias, incluindo passarelas, duplicações, viadutos, acessos, rótulas e ciclovias, além de sinalização, iluminação e serviços. A previsão do Estado é que o edital do bloco 3 seja publicado ainda neste mês e os envelopes da licitação abertos até março do próximo ano, definindo a empresa que passará a ser responsável pelas rodovias estaduais na região.

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