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O governo do Rio Grande do Sul publicou um decreto que permite parcialmente a volta às aulas presenciais em cidades que adotam o sistema de cogestão do modelo de distanciamento controlado a partir da próxima segunda-feira (26). A medida vale para a Educação Infantil e o primeiro e segundo anos do Ensino Fundamental. Montenegro faz parte desse grupo, tornando possível a volta dos estudantes às salas. Contudo, a Administração Municipal de Montenegro decidiu adotar a cautela como regra e fixou o dia 3 de maio como data de retomada do ensino presencial em sua rede. O retorno imediato está autorizado, por enquanto, nas instituições privadas.

“Embora o Estado esteja em bandeira preta, que serve de alerta pra população, a gente quer que os municípios possam adotar medidas mais brandas também na Educação”, apontou o governador Eduardo Leite. O prefeito Gustavo Zanatta acompanhou os desdobramentos no campo jurídico ao longo desta sexta-feira. Existem ações do Tribunal de Justiça com o objetivo de garantir o retorno das aulas e, outras, no sentido de manter as escolas fechadas. “Nós fixamos o dia 3 porque, até lá, estes enfrentamentos deverão estar pacificados, garantindo mais tranquilidade ao processo de retorno”, explica. Já escolas particulares podem voltar na segunda-feira, dia 26.

A secretária municipal de Educação, Ciglia da Silveira, observou a necessidade de observar os protocolos de segurança, tanto nas escolas quanto em casa. “Este será o nosso primeiro e grande desafio”, avalia, ressaltando que o apoio das famílias será fundamental.

Zanatta observa que a espera de mais uma semana permitirá à Prefeitura ativar serviços como o do transporte escolar, o fornecimento da merenda e a preparação das escolas. “É preciso tomar algumas providências práticas, que incluem uma nova higienização completa dos prédios”, acrescenta. Quanto à rede particular, as escolas poderão iniciar as operações se já estiverem em condições.

O prefeito ressalta que existe uma grande preocupação com a saúde das crianças, das famílias e dos professores. “Todos os cuidados serão adotados para que as escolas não se tornem um lugar perigoso, de contaminação pela Covid-19. Além disso, é preciso lembrar que a manutenção das crianças em casa, longe do convívio com amigos e professores, também traz abalos à saúde psicológica”, conclui.

Na manhã deste sábado, durante uma reunião on line com representantes da Educação, da Saúde e lideranças políticas, ficou definido também um esforço junto ao governo do Estado pela vacinação dos professores. A idéia é incluir a categoria, que em Montenegro soma em torno de 900 pessoas, nos grupos de risco. A pressão ocorrerá em duas frentes: através da Associação dos Municípios do Vale do Rio Caí (Amvarc) e do Gabinete de Crise da Região 8, na qual Montenegro está inserido.

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