Joaquim Maurício Cardoso foi figura de grande destaque na política nacional na década de 1930 Reprodução/O Alto Taquari

Joaquim Maurício Cardoso foi figura de grande destaque na política nacional na década de 1930, depois de haver participado da revolução de 1930, que conduziu Getúlio Vargas à presidência do Brasil.

Sua memória ficou marcada na região do Vale do Caí porque o seu nome foi dado à rodovia que liga Rincão do Cascalho (no município de Portão) a Montenegro e dali prossegue até o seu entroncamento com a rodovia Tabaí-Canoas. Em 1940, existia em Montenegro a usina Maurício Cardoso, geradora de energia elétrica para a cidade e arredores, com linha estendida até São Sebastião do Caí. No Caí a energia desta usina garantia a iluminação pública nas ruas da cidade.

Também conhecido como Doutor Maurício Cardoso, ele é especialmente lembrado em virtude da forma trágica como morreu, em acidente aéreo ocorrido no litoral, em 1938, quando ele retornava do Rio de Janeiro para o Rio Grande do Sul. Tinha, então, 50 anos.

Nascido em Soledade, no ano de 1888, foi também advogado e professor universitário.

Foi deputado estadual e federal pelo PRR . Foi ministro da Justiça durante o governo provisório de Vargas, tendo assumido em dezembro de 1931.

Destacou-se por medidas legais que representaram grande avanço para a democracia. Aboliu a censura à imprensa e elaborou um novo código eleitoral, que vigorou a partir de 1933 e foi o primeiro no Brasil a permitir que mulheres pudessem votar e ser eleitas, introduziu o voto secreto e foi o único com a figura do deputado classista, eleito pelo sindicatos.

Depois que Vargas tomou medidas ditatoriais, inclusive ao permitir o empastelamento de um jornal, Maurício Cardoso rompeu com o presidente, assim como alguns outros politicos gaúchos de estaque. Mas reconciliou-se com Vargas pouco depois.

Durante o Estado Novo foi secretário do Interior do governo do interventor Manuel de Cerqueira Daltro Filho, no Rio Grande do Sul, e ocupou interinamente o cargo de governador em 1938, após a morte do titular, em 19 de janeiro de 1938. Governou até a posse de Osvaldo Cordeiro de Farias, em 4 de março de 1938. Depois disto foi ainda secretário estadual da agricultura.

 

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