Psicólogos alertam sobre a importância da prevenção para evitar suicídios

Psicólogos da saúde mental de Montenegro, Daiana Gallas e Guilherme Manica, falaram na rádio América sobre a preocupação com o aumento dos casos de suicídio durante a pandemia - Crédito: Guilherme Baptista/FN

O número de casos de suicídios aumentou nos últimos dias na região, causando enorme sofrimento em famílias e amigos de pessoas que, num momento de desespero, cometeram o ato extremo de retirar a própria vida. São pessoas de várias faixas etárias, inclusive jovens, vítimas de um problema que se agravou com a pandemia. Por isso a importância da prevenção, através do diálogo e da busca de ajuda profissional para tratar a saúde mental.

Na última semana foram registrados três casos de suicídios em Montenegro. Também na Feliz. E nesta semana dois jovens perderam a vida, em Barão e Montenegro, causando grande consternação.

Na última sexta-feira os psicólogos Guilherme Manica e Daiana Gallas. Guilherme é coordenador da saúde mental na Secretaria Municipal de Saúde de Montenegro. E Daiana é do Ambulatório Interdisciplinar  de saúde mental (Ament). “A pandemia aumentou a demanda sobre saúde mental. O confinamento e o isolamento agravaram a ansiedade e a tristeza das pessoas”, lamenta Guilherme, que inclui ainda o medo de pegar o vírus e o sofrimento pela perda de pessoas queridas. Além disso, muitas pessoas deixaram de se relacionar e de fazer o quê gostam. Por isso destaca a importância do diálogo entre familiares e amigos, expondo os sentimentos e sofrimentos. E a busca de ajuda profissional, como pela psicoterapia. Quem não puder através de atendimento particular, pode buscar gratuitamente pelo SUS. Os municípios encaminham através dos próprios postos de saúde. Assim podem ser tratadas ansiedades, depressões e até possíveis transtornos mentais.

Para Daiana, muitas pessoas deixam a saúde mental por último. “Pode agravar, assim como uma doença física se não for tratada”, alerta. Além disso, ainda existe muito preconceito. A psicóloga ressalta a importância dos familiares ou amigos verificarem quando a pessoa não está bem e tomarem providências assim que notarem os primeiros sinais. Isso depende de cada pessoa, que pode ter mudança de comportamento, irritabilidade, isolamento, dificuldades para dormir, depressão, problemas financeiros e de relacionamentos amorosos, transtornos de personalidade, uso de drogas, entre outros. Algumas pessoas, antes de retirar a própria vida, já ameaçaram e tentaram o suicídio antes. “Vivemos numa sociedade adoecida. É preciso ter a coragem de buscar ajuda profissional”, considera Guilherme.

Nos postos de saúde dos municípios, durante a consulta o médico já pode fazer o encaminhamento para a busca de um profissional especializado. E quanto antes iniciar o tratamento, mais rápido e melhor vai vir o resultado.

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