Família que perdeu casa em tragédia ainda não pode construir e sofre com novo acidente

Quase 9 anos após desabamento que matou filha e neta, casal recebeu terreno, mas não tem escritura e Milton ainda sofreu acidente ao cair de um telhado em que retirava materiais doados - Reprodução/FN

A família de Bom Princípio, que viveu uma grande tragédia quase 9 anos atrás, ainda está lutando para pelos menos voltar a ter sua casa própria. Em 12 de novembro de 2013, durante um temporal, a forte chuva causou um desmoronamento no Bom Fim Baixo. A casa em que moravam foi atingida pelo deslizamento, causando a morte de Sabrina, de 19 anos, e de sua filha Kamily, de apenas 7 meses de vida. Além da dor pela perda da filha e da neta, o casal Milton Achamachar e Claudia Ost, de 53 e 44 anos, mais o filho Samuel, de 13 anos, ficaram sem ter onde morar. A casa em que residiam ficou destruída e a área foi interditada pela Defesa Civil, não sendo mais possível construir no local.

Em 2013 a casa da família foi destruída pelo desmoronamento que matou uma jovem e seu bebê
– Arquivo/FN

Por seis meses a família recebeu auxílio aluguel. Mas depois, com muitas dificuldades, passaram a ter de arcar com locação de imóvel. Após muito empenho junto ao poder público e diversas ações, em dezembro do ano passado, com aprovação da Câmara de Vereadores, foi autorizado que a Prefeitura doasse um terreno no Loteamento Jacobi, no Morro Tico-Tico, em troca do local interditado no Bom Fim Baixo, que passou a ser preservado como área verde. Só que passado quase um ano, a família reclama que o terreno ainda não está regularizado e por isso fica impedida de construir no local. “Não temos nenhum documento que comprove que é nosso. O terreno tá ilegal. Não podemos ligar água e luz, e financiar e construir”, reclama Claudia Ost.

Terreno no Morro Tico-Tico ainda não está regularizado
– Reprodução/FN

A situação motivou um pedido de informações por parte do vereador Fábio Juwer (MDB) na última sessão da Câmara, segunda-feira passada, dia 5. “É um descaso com essa família”, protestou Fábio, aguardando a resposta da Prefeitura, que tem prazo de 15 dias. Juwer espera que até a próxima sessão do legislativo tenha uma resposta. A reportagem também fez contato com a assessoria de comunicação da Administração Municipal, que ficou de verificar a situação.

Chegou a ser lançada uma campanha para a família receber materiais de construção ou dinheiro para poder construir. O próprio Milton, que é pedreiro, disse que faria a mão de obra. Mas aí aconteceu outra infelicidade. Cerca de três meses atrás Claudia diz que Milton recebeu autorização para retirar materiais do estádio do Racing, o qual passa por obras. “O Milton ficou feliz com as doações. Só que quando foi retirar as telhas caiu do telhado em 29 de maio. Teve fratura na coluna e pé. Agora não pode trabalhar e nem vai poder fazer a sua própria casinha. Tem 9 pinos na coluna e 5 no pé. Continuamos pagando aluguel, mas ele não tá recebendo nada. Temos só meu salário. Tá difícil”, diz Claudia.

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