Sete acusados de matar e queimar corpo no Caí são condenados com penas entre 14 e 25 anos

Crime ocorreu em 2017 no bairro São Martim - Crédito: MPRS

O Tribunal do Júri de São Sebastião do Caí acolheu os pedidos do Ministério Público (MPRS) e condenou, nesta sexta-feira, 26 de maio, sete homens pelo assassinato de Douglas Finger Ramos, o “Guinho”, de 26 anos, cometido seis anos atrás, no bairro São Martim. O MPRS pediu a absolvição do oitavo réu, o único que estava solto, e os jurados reconheceram sua inocência.

As sentenças dos sete réus foram:

– 25 anos, 5 meses e 6 dias;

– 21 anos, 1 mês e 24 dias;

– 18 anos, 10 meses e 24 dias;

– 16 anos, 9 meses e 18 dias;

– 16 anos, 9 meses e 18 dias;

– 16 anos, 2 meses e 12 dias;

– 14 anos, 4 meses e 24 dias.

As condenações foram de acordo com a participação de cada um no crime. Eles haviam sido denunciados – e foram condenados – por homicídio triplamente qualificado (motivo torpe, tortura e à traição). Conforme a denúncia, a execução foi ordenada de dentro do sistema prisional por dois dos réus, sendo um deles o líder na região de uma das maiores facções do Estado. Atuaram em plenário os promotores de Justiça Lara Guimarães Trein e Eugênio Paes Amorim. O secretário-executivo do Grupo Especial de Atuação no Tribunal do Júri (Júri +), Fernando Sgarbossa, esteve no Fórum de São Sebastião do Caí para prestar apoio institucional. O tribunal do júri foi comandado pela juíza Priscila Anadon Carvalho, que proferiu a sentença no início da madrugada desta sexta-feira. Seis acusados foram defendidos pela Defensoria Pública e dois por advogados particulares.

Julgamento ocorreu no Fórum do Caí durante todo o dia e noite
– Crédito: MPRSO crime

De acordo com a denúncia, em 17 de maio de 2017, parte dos réus encontrou Douglas na frente no Loteamento Popular e o convidou para entrar em um carro. A vítima aceitou o convite, especialmente por estar no grupo um primo seu. Chegando à Estrada do Pinheirinho, no bairro São Martim, Douglas percebeu que se tratava de emboscada e tentou fugir, mas foi dominado e torturado com descargas elétricas aplicadas em seu peito com um taser (máquina de choque).

Após, um dos réus ligou para dois comparsas, que estavam detidos na Penitenciária Modulada de Osório, e ouviu a ordem para executar Douglas em razão de desavenças e desentendimentos decorrentes do tráfico de drogas. Douglas levou dois tiros, tendo um atingido a cabeça. Também teve parte do corpo queimado.

Foi o júri popular com maior número de réus no mesmo tribunal já ocorrido na região. Inclusive por isso chegou a ser anunciado para acontecer no Centro de Cultura do Caí. Entretanto, por questões de segurança, a Justiça decidiu realizar o julgamento no Fórum da Comarca e fechado ao público. O júri iniciou no começo da manhã de ontem e se estendeu por todo o dia e noite. Só não foi mais longo porque tinham apenas três testemunhas para depor. E dos oito réus, somente dois se manifestaram no tribunal. O restante do tempo foi ocupado pela acusação do MP e pelos defensores dos acusados, cabendo ainda recurso.

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