Prefeito de Montenegro pediu respeito aos professores e defendeu a vacinação dos educadores - Crédito: ACOM/Prefeitura
A batalha judicial travada pelo governo do Estado com o objetivo de permitir a reabertura das escolas, na Educação Infantil e no primeiro e segundo anos do Ensino Fundamental, produziu um efeito colateral perigoso. Assim que foi publicada a sentença impedindo o ensino presencial, muita gente usou as redes sociais para atacar os professores. Até expressões depreciativas, como “vagabundos” e “preguiçosos”, foram empregadas por internautas nas redes sociais a partir da falsa noção de que a culpa é dos mestres. Além disso, ocorreu uma carreata em Montenegro, pedindo pela volta das aulas, o quê já está ocorrendo nas escolas particulares e vai acontecer também a partir da próxima segunda-feira, dia 3, na rede municipal e estadual.
Preocupado com a integridade do magistério e o respeito à categoria, o prefeito Gustavo Zanatta fez um alerta à população na manhã de ontem, quarta-feira, dia 28. “Não é justo e nem correto atribuir a eles a obstrução à reabertura das escolas”, declarou, lembrando que a decisão partiu do Poder Judiciário. “As escolas voltarão a funcionar de maneira presencial e, desde sexta-feira, o governo vem se movimentando neste sentido”, acrescenta.
O prefeito sabe que existem educadores contrários às aulas presenciais neste momento, mas pondera que nenhum se negou a voltar. “Tenho certeza de que todos eles, exceto os que pertencem a grupos de risco, atenderão ao chamado porque sabem muito bem o seu papel e a importância da Educação”, observa Zanatta. Ele também apoia o pedido de vacinação imediata e lamenta que a decisão não esteja ao alcance dos municípios. “De qualquer forma, estamos fazendo um movimento político regional, via Amvarc e Comitê de Crise, com esse objetivo”, reforça.
O prefeito explica que as aulas vão retornar e todos os cuidados serão adotados para que as escolas não se tornem um local perigoso, nem para os professores e nem para os alunos, com a observação de regras de distanciamento e protocolos. “Também não podemos ignorar que o isolamento das crianças está provocando o surgimento de outros problemas, como a depressão, que é muito grave nessa faixa etária. Além disso, os pais poderão decidir o que é melhor para os seus filhos”, conclui.

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