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Centenas de alunos, professores e funcionários da rede municipal de ensino voltam às escolas nesta segunda-feira, dia 3 de maio. A decisão foi motivada pela classificação de todos os municípios gaúchos na Bandeira Vermelha do Mapa de Distanciamento Social pelo governo do Estado. Com isso, está autorizado o retorno imediato da Educação Infantil ao Ensino Superior.

Em Montenegro, a Secretaria Municipal de Educação e Cultura fez uma programação, considerando a estrutura das escolas, o alto número de professores afastados por integrarem grupos de risco para a Covid-19 e, principalmente, a segurança das comunidades escolares.

O calendário elaborado pela Smec possui três datas de retorno às atividades presenciais nas escolas de Educação Infantil. Nesta segunda, dia 3, voltam Jardins; dia 10, os Maternais; e dia 17, os Berçários. Nas instituições de Ensino Fundamental, serão quatro momentos: dia 3, voltam os Jardins, 1º e 2º anos; dia 10, 3º, 4º e 5º anos; dia 17, 6º e 7º anos; e dia 24, 8º e 9º anos.

Tanto na Educação Infantil quanto no Ensino Fundamental, o modelo será híbrido, ou seja, com aulas presenciais nas segundas, terças, quartas e quintas-feiras; e à distância nas sextas-feiras. De acordo com a secretária municipal da Educação, Ciglia da Silveira, nas sextas, aproveitando a ausência dos estudantes, ocorrerá a higienização das escolas. “Estamos tomando todas as providências para garantir o distanciamento entre as classes e a oferta do álcool em gel aos alunos, professores e funcionários”, afirma a titular da Smec. O uso da máscara é obrigatório.

Na Educação Infantil, o atendimento presencial será oferecido em apenas um turno, manhã ou tarde. “Os docentes também continuam desenvolvendo as propostas pedagógicas para as crianças em que as famílias optarem por não mandar seus filhos para a escola”, sublinha a secretária da Educação. As escolas estão dialogando com as famílias para acertar todos os detalhes.

No Ensino Fundamental, a necessidade de observação dos protocolos sanitários e de distanciamento obrigará a uma divisão das turmas em dois grupos, com revezamento semanal na escola. Nos quatro dias em que um conjunto de alunos estiver na sala de aula, o outro permanecerá em casa, recebendo atendimento on line. “Na semana seguinte, ocorre a inversão e quem estava em casa vai para a escola”, explica Ciglia. Aqueles que não quiserem retornar serão atendidos integralmente à distância.

A única escola que não terá ensino presencial neste momento é a Adolpho Schüler, no bairro Panorama, que está em obras. No mês de fevereiro, iniciou a substituição do telhado, tarefa que só será concluída daqui a algumas semanas.

O transporte para os alunos está garantido, mas, se houver algum problema nos primeiros dias, as famílias devem comunicar as escolas. A Smec também está preparando a contratação de aproximadamente 50 educadores para substituir os que estão afastados.
O prefeito Gustavo Zanatta afirma que a volta às aulas é necessária para frear os prejuízos que as crianças estão vivendo no processo de aprendizagem e pela interrupção do convívio social normalmente proporcionado pelas escolas. “Vamos precisar do apoio das famílias, dos professores, dos funcionários e dos próprios alunos para que o ensino presencial seja permanente. Se cada um fizer a sua parte, todos serão beneficiados”, afirma.

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