Quatro montenegrinos partiram do cais de Montenegro até o cais Embarcadero em Porto Alegre em pranchas de stand up - Reprodução/FN

Quatro montenegrinos, integrantes da Equipe Extra Eco Adventures, participaram de uma grande aventura no último final de semana. O desafio era remar 71 quilômetros, entre Montenegro e Porto Alegre. Foram dois dias em suas grandes pranchas de stand up paddle, vislumbrando as belas paisagens dos rios Caí e Jacuí. “Tá no nosso DNA a procura por aventura e situações de adversidades, a qual buscamos nos adaptar ao ambiente de diversas formas. Sempre foi assim, ser humano e natureza, em constante aprendizado”, afirma Murilo Ávila, que realizou a travessia junto com os amigos Beto Nonemacker, João Felipe Francisco e Sandro Müller. “Essa travessia teve muitos significados para cada um de nós, desde os momentos que antecederam, organizando equipamentos, estudos dos ventos e condições climáticas. Durante a remada, cada um com seu remo e sua carga, dispostos a ajudar o outro que precisa de um empurrãozinho com um grito de vamos ou rema”, completa.

Em pranchas de stand up, quatro montenegrinos remaram pelos rios Caí e Jacuí até o Guaíba
– Reprodução/FN

O quarteto levantou cedo e às 5h30 já estava na água, partindo do cais do porto de Montenegro. Já na primeira parada, perto de 30 quilômetros de remada, o cansaço era visível. Mas tinham que chegar ao quilômetro 51, onde ocorreria um pernoite nas margens do rio Caí, em Morretes. Ao meio-dia parada obrigatória para uma reposição de calorias com cuca, linguiça e bebidas energéticas. O último check-point era a ponte de ferro sobre o rio caí no quilômetro 40. Foi feita então uma reunião para debater se agüentariam seguir até o camping ou o pernoite seria ali mesmo. “Na cultura do remo, costumamos dizer que o KM 40 é o divisor de águas”, diz Murilo. Mesmo cansados e com dores musculares, resolveram seguir. O vento contra era outro obstáculo, mas com ritmo mais lento e aumentando as paradas, conseguiram chegar ao camping. “Retas de até três quilômetros se estendiam à nossa frente sem nenhum sinal de vida, a não ser as ariranhas e capivaras que rapidamente se escondiam ao perceber nossa presença”, contam os aventureiros. Na reta final o apoio e compreensão dos amigos foram essenciais para o psicológico não se entregar. “Conversas e causos se tornaram nosso empurrãozinho para concluir a primeira parte do desafio”, relata Murilo.

Remadores superaram vendo forte e cansaço para completar a travessia
– Reprodução/FN

Chegando ao camping, as bagagens se desfizeram rapidamente e logo montaram as barracas. Todos queriam descansar. Depois de um banho quente e uma boa alimentação, veio a noite de sono tão necessária. Já no dia seguinte, logo após o café, os remadores seguiram para os 20 quilômetros finais, que demoraram 4h30 para serem percorridos devido ao forte vento e uma garoa. E também pela grande proporção do rio Jacuí e do Guaíba. O grupo atalhou pelo canal da laje, um afluente do rio Jacuí que liga ao Guaíba, com natureza intocável. Eles relatam que os últimos três quilômetros foram de extrema dificuldade, pois o vento só aumentou e estavam muito distantes, devido ao vasto tamanho do Guaíba. “Ao chegar ao cais Embarcadero só sabia agradecer e elogiar meus companheiros pelo feito. Fiquei orgulhoso de todos eles”, conclui Murilo Ávila.

Quatro remadores percorreram 71 quilômetros
– Reprodução/FN

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