Integração entre Bombeiros e Samu deve reduzir tempo de atendimento

Modalidade é inédita no Estado, com a corporação voluntária administrando tanto as ambulâncias reguladas pela central na capital quanto as suas viaturas, podendo dimensionar melhor a resposta a emergências - Crédito: Castor Beckher Júnior

Desde as 7 horas da manhã de ontem, sábado, dia 29, está em funcionamento a nova central integrada dos Bombeiros Voluntários e Samu em São Sebastião do Caí. Com isso, o segundo maior município do Vale do Caí passou a contar com um sistema até então inédito de atendimento no Estado, com os dois serviços de emergência atuando juntos. E com a corporação dos bombeiros voluntários abrigando a estrutura e fazendo a gestão local do Samu.

O primeiro chamado do serviço sob nova gestão foi para o atendimento a um idoso. Foi um caso de suspeita de agravamento de Covid e o paciente, atendido em um lar de idosos da cidade, foi transportado ao Hospital Sagrada Família.

Na prática, o deslocamento das ambulâncias do Samu continua sendo feito pela Central de Regulação em Porto Alegre (192). Porém, segundo o comandante operacional dos bombeiros voluntários, Anderson Jociel da Rosa, a novidade deverá representar, antes de tudo, uma otimização de recursos. “Onde muitas vezes acontecia de se ambulâncias das duas unidades se deslocando para um atendimento (devido a chamados recebidos em centrais diferentes), agora se passa a ter sempre uma noção mais exata dos recursos que precisam ou não ser complementados em cada ocorrência. Isso vale para acidentes de trânsito (onde os bombeiros fazem o resgate das vítimas em ferragens e o Samu as estabiliza e leva ao hospital), incêndios e outas ocorrências.”

NOVIDADE

Além disso, com as duas entidades juntas, em caso de demora da central do Samu despachar a ambulância – ou não autorização pelo médico regulador, o atendimento poderá realizado pela equipe de bombeiros voluntários (193).  “Na prática, essa é a grande novidade da gestão única estando com a corporação dos Bombeiros Voluntários: não se trata apenas de se ter os dois serviços em um mesmo endereço físico, mas se ter realmente a capacidade de reduzir o tempo de espera de quem precisa de ajuda. E garantindo que quem está em perigo seja realmente atendido. Seja com a ambulância branca (Samu) ou vermelha (bombeiros voluntários)”, salienta Anderson. “Com certeza vai melhorar o tempo de resposta”, completa.

ACOLHIMENTO

Solenidade de inauguração da nova modalidade do serviço, que é novidade no Estado, ocorreu na sexta-feira, um dia antes da entrada em funcionamento – Crédito: Castor Becker Júnior

A solenidade de inauguração do serviço integrado foi na manhã da última sexta-feira, no quartel dos Bombeiros, com a presença do prefeito Júlio Campani, da secretária municipal de Saúde, Neiva Santos e a responsável técnica pelo Samu no município, enfermeira Clarice Lermen de Paula. Além de vereadores, outros gestores municipais, representes de diversas entidades sociais e outras autoridades.

Segundo Campani, a nova modalidade do atendimento móvel a urgências no Município deverá privilegiar uma premissa básica da política local de Saúde: “O Samu passa a fazer um serviço mais acolhedor, com gente daqui, para a população de São Sebastião do Caí”. “É uma situação nova que será construída durante esse primeiro ano de contrato. Também é muito importante frisar que todas as normas técnicas estão sendo rigorosamente seguidas”, completa a responsável técnica pelo serviço. Clarice lembra ainda que a nova equipe local do Samu é composta por quatro condutores e quatro técnicos em enfermagem que fazem parte ou já integraram no quadro dos bombeiros voluntários. “Mas todos tiveram seus currículos enviados para a Central Reguladora do Samu, que foi responsável pela seleção.”

ESTRUTURA

A corporação dos Bombeiros Voluntários de São Sebastião do Caí é atualmente uma das mais bem equipadas do Estado, entre as mais de 50 unidades semelhantes existentes no Rio Grande do Sul. Em funcionamento há 26 anos, só em 2021 ela atendeu a 520 chamados. Dos quais 291 foram para atendimentos pré-hospitalares (entre casos clínicos e traumas diversos) e 110 acidentes de trânsito, além de 90 incêndios e outras emergências.

 

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