A política de estímulo à implantação de aviários e pocilgas que a prefeitura de Tupandi implantou no ano de 1992 foi o fator principal do desenvolvimento extraordinário alcançado Reprodução/FN

Quando se fala em desenvolvimento, não se pensa apenas no aspecto econômico. Um país – ou um município – desenvolvido oferece, também, melhores condições de vida para o seu povo. Saúde, educação, lazer estão mais ao alcance das pessoas. Por isso tanta gente migra dos municípios menos desenvolvidos para aqueles melhor situados neste aspecto. E o mesmo acontece com os países.

Dentro de uma mesma região, existem municípios mais desenvolvidos do que outros. No Vale do Caí, isto é muito nítido. Os dois exemplos extremos são Tupandi e Capela de Santana. Em Tupandi, a renda per capita (melhor medida de desenvolvimento) é dez vezes maior do que o de Capela.

Por isso, a população de Tupandi vive num padrão muito melhor que a de Capela. Todas as principais estradas municipais (e até mesmo algumas de pouco movimento) são asfaltadas, o atendimento à saúde é primoroso, nenhum jovem deixa de concluir o segundo grau e, depois disto, todos que desejarem podem ingressar na faculdade, pois a prefeitura paga uma cadeira para incentivá-lo. Não falta emprego no município e indústrias, como a Kappesberg, são obrigadas a buscar boa parte dos seus funcionários nos municípios vizinhos.

E, no entanto, há vinte anos atrás, a situação de Tupandi era pior do que a de Capela.

O que aconteceu em Tupandi e não aconteceu na Capela?. Esta é uma questão que tem despertado a atenção de estudiosos de todo o país e até mesmo do exterior.

Quem estudou o assunto em profundidade chegou à conclusão de que o fator principal do desenvolvimento extraordinário alcançado por Tupandi foi a política de estímulo à implantação de aviários e pocilgas que a prefeitura local implantou no ano de 1992 e à qual, desde então, vem dando continuidade.

A Avicultura enriquece o vale

Hoje Tupandi, mesmo sendo um município muito pequeno, conta com mais de 400 aviários e pocilgas instalados. São galpões modernos, com alta produtividade.

A produção destes galpões é enorme e de tudo que ali se produz é tirado nota. Com isso o retorno de impostos para a prefeitura é algo assombroso.

Por isso o pequeno município de Tupandi já supera Feliz e Bom Princípio em retorno de ICMS, que é a principal fonte de recursos das prefeituras.

Não é de se estranhar, portanto, que a prefeitura local consegue asfaltar suas estradas e proporcionar tantos outros benefícios à sua população.

Vários outros municípios da região já seguiram o exemplo de Tupandi e melhoraram tremendamente a sua situação econômica e as condições de vida das suas populações.

É o caso de São Vendelino, Harmonia, São José do Sul, Pareci Novo, Maratá e vários outros.

Quase todos os municípios desenvolveram programas de incentivo à implantação de aviários e pocilgas e os estão tocando, com maior ou menor efetividade.

Isto mostra a competência das nossas administrações municipais, que têm recebido prêmios e são reputadas entre as melhores do Brasil.

Não é fácil para um administrador municipal investir em um programa que só começará a dar resultados visíveis para a população três ou quatro anos depois. É preciso, para isto, que a população também tenha a inteligência de compreender que o progresso só se faz com planejamento e investimento com retorno a médio e longo prazo. E que ela se conforme em ter um pouco menos hoje para ter muito mais no amanhã. Como aconteceu em Tupandi.

Felizmente, a população do Vale do Caí está cada vez mais esclarecida a este respeito e os prefeitos com esta mentalidade estão tendo respaldo cada vez maior. Se continuar assim, o futuro do Vale do Caí será brilhante.

  • Texto escrito pelo autor em novembro de 2009, sujeito a atualizações

 

DEIXE SEU COMENTÁRIO

Deixe um comentário
Please enter your name here