Chuva intensa pode causar alagamentos e até enchente, o quê não ocorre desde 2020 - Crédito: Prefeitura do Caí

Após um longo período de estiagem, que provocou grandes prejuízos na agricultura, o final do mês de abril e início de maio deve ser marcado por um grande volume de chuvas.

A Defesa Civil do Estado já vinha alertando sobre a possibilidade de chuvas intensas acompanhadas de raios e ventos fortes. Isso se confirmou desde a noite de ontem, segunda-feira, em vários locais da região. E a instabilidade deve continuar nos próximos dias, inclusive com risco de novos temporais.

O montenegrino Daimar Korndörfer Coelho, que atua no BaroClima Meteorologia, o qual tem grande credibilidade nas previsões, fez um alerta sobre a possibilidade de chuvas para os próximos dias. Conforme Daimar, praticamente todos os modelos projetam 250 a 350 milímetros de chuva nos próximos dez dias em alguma parte do Rio Grande do Sul. Dois deles sugerem 200 a 250 milímetros na Serra, o que caso venha a se confirmar aumenta o risco de cheia do rio Caí. “Isso não é uma previsão. É apenas uma possibilidade que resolvi desde já compartilhar no sentido de prevenção”, destacou Daimar, que ainda aguarda as definições meteorológicas dos próximos dias.

O certo é que já houve chuva forte de ontem para hoje e a área de instabilidade segue avançando com força. O alerta não é só para as pancadas e volume intenso de chuvas, mas também para o risco de temporal e vendaval, que podem causar transtornos como quedas de árvores e galhos, fios, postes, destelhamentos e outros danos.

Para esta terça-feira, dia 26, a previsão do Baroclima para o Vale do Caí é de que o tempo vai seguir instável, com chance de chuva a qualquer momento, inclusive com risco de pancadas fortes acompanhadas de raios e trovoadas. A instabilidade deve continuar nos próximos dias, com elevação da temperatura na quarta-feira e queda no dia seguinte.

Quanto à possibilidade de cheia do rio Caí, felizmente faz tempo que não ocorre enchente. No ano passado o rio chegou a subir bastante em meses como setembro, agosto e junho, mas não chegou a registrar transbordamento. Já no ano anterior houve enchente grande em 2020, principalmente em julho, deixando muitas famílias desalojadas em cidades como São Sebastião do Caí e Montenegro.

DEIXE SEU COMENTÁRIO

Deixe um comentário
Please enter your name here