Comerciantes temem novo fechamento dos estabelecimentos - Crédito: Guilherme Baptista/FN

Os prefeitos do Vale do Caí estão preocupados não só com o agravamento da pandemia, que tem causado mais casos, internações e mortes no Estado, mas também com as restrições que podem ser impostas pelo sistema de distanciamento controlado caso se confirme a bandeira preta, de risco altíssimo para o contágio do coronavírus. O governador Eduardo Leite e o presidente da Famurs já se manifestaram em defesa da suspensão do modelo de cogestão. Com isso, em bandeira preta, o comércio não essencial teria que fechar, já que não poderiam ser adotados protocolos de bandeira vermelha. E essa medida, como já aconteceu no ano passado, certamente causará grande prejuízos no comércio, serviços e empresas, podendo ocasionar demissões e até o fechamento de estabelecimentos.

Para o prefeito de Montenegro, Gustavo Zanatta, não pode ocorrer um novo golpe nas atividades produtivas, sobretudo do comércio, setor mais afetado pela pandemia do novo coronavírus. Juntamente com demais prefeitos da Região 8 do sistema de distanciamento controlado, Zanatta assinou ofício enviado ao governo do Estado. “Nós partimos do princípio de que a contaminação ocorre em todos os lugares e não apenas nas lojas. Então, ao invés de sacrificar estes empreendimentos, queremos que eles adotem cuidados rigorosos, reduzam o número de atendimentos ao mesmo tempo, mas sigam em operação, com a Prefeitura fiscalizando”, sustenta o prefeito de Montenegro. Desta forma, acredita Zanatta, poderão, ao menos, garantir o pagamento de algumas despesas. Sobretudo o salário dos funcionários, para que não precisem demitir. O prefeito montenegrino ressalta que o comércio tem feito a sua parte, com os cuidados. E o município intensificou a fiscalização, inclusive com a realização de operações envolvendo Guarda Municipal, Defesa Civil, fiscais municipais e Brigada Militar. Além disso, voltou a ser feita a sanitização das ruas. A volta às aulas com alunos nas escolas, prevista para o dia 8, está suspensa.  “Precisamos que cada montenegrino coloque a mão na consciência e colabore, usando máscara e álcool em gel, mantendo o distanciamento social e não participando de aglomerações”, pede.

O prefeito de São Sebastião do Caí, Julio Campani, também assinou o pedido de manutenção da cogestão. “O comércio deve permanecer aberto”, declarou Campani.

A Associação dos Municípios da Encosta Superior do Nordeste (Amesne), da qual faz parte seis municípios do Vale do Caí  (Bom Princípio, Feliz, Vale Real, Alto Feliz, São Vendelino e Linha Nova) na região Covid do sistema de distanciamento controlado, entrou com pedido de reconsideração da bandeira preta, do mapa preliminar do Estado. O presidente da Associação, José Carlos Breda, afirma que atualmente o número de leitos disponíveis em UTIs é maior do que em dezembro, quando a região estava em bandeira vermelha e podendo adotar protocolos de laranja. Ele também defende a manutenção da cogestão. No caso de ser mantida a bandeira preta, espera que possam ser adotados protocolos de vermelha, evitando prejuízo ainda maior ao comércio, indústria e para a economia da região e do Estado. O anúncio da bandeira definitiva desta semana, após análise de recursos, e se a cogestão será ou não mantida, deve acontecer na tarde desta segunda-feira.

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