Novo local proposto é o KM 19 da RS 122 (foto), perto da ponte do arroio Paradiso. E o pedágio que seria na Capela pode ir para o Muda Boi, em Montenegro - Crédito: Google Maps

Após o Governo do Estado anunciar que as novas praças de pedágio no Vale do Caí, no processo de concessão, seriam instaladas no quilômetro 4 da RS 122 no Areião (São Sebastião do Caí) e no KM 30 da RS 240 na localidade de Paquete (Capela de Santana), outras reuniões com prefeitos aconteceram nesta semana. Tanto o prefeito da Capela, Alfredo Machado, como o do Caí, Júlio Campani, não concordaram com os locais propostos. E novas alternativas foram apresentadas.

Campani disse que participou de reunião nesta quarta-feira, dia 29, em Porto Alegre, com o secretário extraordinário de Parcerias do Estado, Leonardo Busatto, e com o diretor do Departamento de Parcerias Público-Privadas, Rafael Ramos. “Discutimos alternativas”, afirma o prefeito caiense. Uma das opções que surgiram, conforme Campani, é a instalação da praça de pedágio da RS 122 na altura do quilômetro 19, bem na divisa do Caí com Bom Princípio. Seria próximo da entrada da Vigia e da ponte sobre o Arroio Paradiso.

Júlio Campani disse que fez contato com o prefeito de Bom Princípio, Fábio Persch, sobre esta possibilidade. Persch já tinha se manifestado, anteriormente, que não aceitava o pedágio em Bom Princípio, quando tinha sido anunciado pelo Governo para o quilômetro 22,5, na altura do bairro Bela Vista, próximo da ponte sobre o rio Caí. Sobre este novo local proposto, Fábio também manifestou preocupação e lembrou que teriam muitos desvios. Lembrou que o município está investindo em melhorias, como no Paraíso, onde está sendo feito asfalto, e no Caí Velho. “Somos contra neste ponto, pois trará grandes prejuízos as comunidades do Paraíso e Bela Vista, pela facilidade de desvios do pedágio por estradas pavimentadas, que serão danificados. Penso que o próprio Estado perceberá esse equívoco”, entende Persch. “Somos contrários a instalação do pedágio entre as pontes”, completa.

A RSC 287, entre Montenegro e Triunfo, na altura do Muda Boi, que está com condições precárias, volta a ser cogitada para a instalação de uma praça de pedágio, mas o prefeito Gustavo Zanatta não aceita
– Crédito: Guilherme Baptista/FN

Outra alternativa apresentada, segundo Campani, é de instalar o novo pedágio na RS 240, perto da divisa entre Portão e São Leopoldo, mais próximo do bairro Scharlau. Mas isso ainda não teria sido tratado com os prefeitos e lideranças das duas cidades, no caso, Portão e São Leopoldo. E não poderia ter um novo pedágio na RS 240, em Capela de Santana, como foi anunciado na última semana. Quanto a isso, em reunião ontem, com a presença do prefeito e lideranças da Capela, que não aceitam um pedágio no município, teria sido colocado como opção que a praça fosse instalada na RSC 287, em Montenegro, mais próximo da divisa com Triunfo, na altura da localidade de Muda Boi, como chegou a ser anunciado inicialmente e foi solicitado por Alfredo Machado. Entretanto, o prefeito de Montenegro, Gustavo Zanatta, também não quer o pedágio no município. “Estou surpreso. Esse assunto já estava encerrado. Não sabem o que fazer. É uma vergonha!”, revolta-se Zanatta.

Nada definido

O Governo tem pressa em definir os novos locais dos pedágios para poder publicar o edital o quanto antes e até o final do ano realizar o leilão que apontará as empresas que passarão a ser responsáveis pelas rodovias estaduais privatizadas. Mas por enquanto só está definido pelo fechamento da atual praça de Rincão do Cascalho (Portão). Os prefeitos esperam por investimentos e melhorias nas rodovias, mas ninguém quer os pedágios em seus municípios. Ainda mais que a cobrança passará a ser nos dois sentidos, com tarifas mais altas e sem direito a isenção para os moradores locais. Se o pedágio fosse instalado no Areião, por exemplo, a tarifa proposta é de R$ 9,62. E na Capela de R$ 7,08. Atualmente é cobrado R$ 6,50 para automóveis no pedágio da EGR no Portão, com cobrança somente num sentido e com isenção para moradores do município.

Já ocorreram audiências e consultas públicas, além de várias reuniões, onde prefeitos, deputados e lideranças dos municípios se manifestaram contrárias ao modelo proposto pelo Estado. Os prefeitos do Vale do Caí pediram que o processo seja adiado para depois das eleições estaduais do próximo ano, podendo assim ser discutido com mais tempo.

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