Revitalização do centro vai reforçar a proposta do Caí como centro regional de compras - Crédito: Arquivo/FN

Conseguir conter o avanço da pandemia sem prejudicar o comércio e serviços. É o grande desafio das autoridades na busca do equilíbrio entre saúde e economia.

Internações por coronavírus diminuíram, mas UTIs continuam lotadas
– Crédito: HM

O Rio Grande do Sul está na sétima semana consecutiva em bandeira preta, de risco altíssimo, no sistema de distanciamento controlado. Mas já passado mais de um ano desde o início da pandemia, mesmo com a situação ainda muito preocupante, pelo menos houve uma pequena melhora no cenário do coronavírus, com menos internações e mortes de pacientes com a Covid-19. A taxa de internação diminuiu nos leitos clínicos, mas as UTIs seguem lotadas. Na unidade de internação do Hospital Montenegro (HM), a taxa de ocupação ontem, terça-feira, estava em 62%, mas na UTI seguia em 140%. No Hospital Unimed, também em Montenegro, os leitos covid, fora da UTI, tinham ocupação de 65% ontem, enquanto no CTI seguiam lotados. São os dois únicos hospitais com UTIs na região. Já no Hospital Sagrada Família, de São Sebastião do Caí, a taxa de ocupação é de 52% nos leitos covid. Em Bom Princípio, no Hospital São Pedro Canísio, de acordo com o site da Secretaria Estadual da Saúde, a taxa de ocupação dos leitos para casos de coronavírus estava em 25%. Na Feliz, 20% de ocupação no Hospital Schlatter. E no Hospital São Salvador, de Salvador do Sul, nenhum leito ocupado com casos de coronavírus.

Óbitos continuam

O mais triste é que continuam ocorrendo óbitos de pacientes que contraíram a Covid-19. São Sebastião do Caí registrou mais uma morte, de um homem de 55 anos, sem comorbidades, que faleceu no sábado, totalizando agora 39 óbitos desde o início da pandemia. Montenegro, na última segunda-feira, registrou mais três mortes, de duas mulheres de 67 e 71 anos, e de um homem de 62, somando agora 111 óbitos. Vale Real registrou o oitavo óbito, de um homem de 65 anos. E Tupandi confirmou mais duas mortes, totalizando agora 6. Até ontem, terça-feira, os vinte municípios do Vale do Caí somavam 340 mortes por coronavírus, em um ano, além de cerca de 20 mil casos confirmados, dos quais em torno de 18 mil estão curados.

Importância da vacina

Além da primeira dose, idosos devem ficar atentos para fazer o reforço
– Crédito: Prefeitura

Apesar da queda nas internações, preocupa o fato da pandemia atingir cada vez pessoas mais novas e de forma mais agressiva. À medida que a vacinação vai avançando entre os idosos, mesmo que faltem remessas, pelo menos os da terceira idade estão protegidos. E é importante fazer a segunda dose. O Caí estava vacinando idosos a partir dos 62 anos, mas para continuar a aplicação da primeira dose e até atingir outras faixas etárias, depende de mais lotes. Amanhã, quinta-feira, dia 15, terá aplicação da segunda dose para os que receberam a primeira em 15 e 22 de março, em sistema de drive-thru no Parque Centenário, entre 9 e 13h. No dia 22 de abril terá outra vacinação de segunda dose para os que receberam a primeira em 25 de março. Montenegro também está aplicando a segunda dose, em drive-thru no Parque Centenário, das 8h às 16h, enquanto aguarda por mais lotes para continuar a imunização dos a partir dos 63 anos. Demais municípios também estão vacinando de acordo com os estoques disponíveis.

Importante também fazer a vacina contra a gripe, que nesta primeira etapa, até 10 de maio, beneficia crianças de 6 meses a 6 anos, gestantes, puérperas e trabalhadores da saúde, devendo ser procurados os postos de saúde.

Flexibilização

Com a crise decorrente do coronavírus, alguns estabelecimentos acabaram fechando ou enfrentam dificuldades para se manter
Crédito: Guilherme Baptista/FN

Não se deve baixar a guarda e sim reforçar as medidas de prevenção, como o uso de máscara corretamente, distanciamento, higiene e limpeza. A maioria dos estabelecimentos comerciais e serviços estão procurando fazer a sua parte, obedecendo os protocolos. Por isso retornou a cogestão, permitindo a flexibilização. E agora o comércio e serviços podem funcionar, inclusive aos finais de semana, mas com restrições quanto ao horário e ocupação de espaços, de acordo com o tipo de atividade. Importante é que cada um faça a sua parte, para que se possa vencer a luta contra o coronavírus sem aumentar os prejuízos para as empresas, estabelecimentos, serviços e aos trabalhadores. (GSB)

Foto: whats loja fechada mn crise – Com a crise decorrente do coronavírus, alguns estabelecimentos acabaram fechando ou enfrentam dificuldades para se manter

Crédito: Guilherme Baptista/FN

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