Campani: “vamos nos insurgir e buscar retirar o pedágio do Caí”

Estrada do Passo da Taquara foi asfaltada e pode ser alternativa para desviar do pedágio - Crédito: Fábio Fuchs Klein/FN

O prefeito de São Sebastião do Caí, Júlio Campani, em vídeo divulgado nas redes sociais da Prefeitura, comentou sobre o leilão do bloco 3 do programa RS Parcerias, do Governo do Estado, incluindo a concessão da RS 122. Foi definido ontem, quarta-feira, dia 13, a empresa vencedora, que é o consórcio paranaense Integrasul, formado pelas empresas Silva & Bertoli Empreendimento e Participações Societárias SA e Gregor Participações Ltda.
Chamou a atenção que o deságio foi de apenas 1,3%, ou seja, frustrou a expectativa de uma maior redução na tarifa do pedágio previsto para o quilômetro 4 da RS 122, na altura do Areião. Com valor máximo de R$ 9,95, terá um desconto de apenas 13 centavos, devendo ficar a tarifa em R$ 9,82. E com cobrança nos dois sentidos, sem direito a isenção para moradores locais, tendo apenas desconto para usuários mais freqüentes.

“Vamos nos insurgir contra isso”, garante Campani. Ele diz que vai aguardar a homologação e análise de documentos, para em seguida entrar em contato com a empresa. “Vamos apresentar alternativas para que se efetivamente se retire a praça de pedágio do quilômetro 4”, declarou.

Pedágio no KM 4 da RS 122, no Areião terá a tarifa mais alta das seis novas praças: R$ 9,82
– Crédito: Fato Novo

O prefeito caiense já tinha manifestando indignação contra a localização do pedágio e o alto valor da tarifa. “Vai causar um enorme prejuízo ao nosso município”, lamenta. Disse que na Justiça a Prefeitura não obteve sucesso nas duas ações ingressadas na semana passada. Lembrou que o município também está asfaltando a estrada do Passo da Taquara, entre a RS 122 e a RS 240 em Capela de Santana, que poderá servir de desvio do novo pedágio. A Prefeitura caiense está investindo R$ 2,2 milhões no asfaltamento de quase dois quilômetros, mas ainda vai faltar um trecho de cerca de 3,5 quilômetros, na divisa com Capela de Santana. Moradores da localidade temem que com o asfalto e o pedágio, aumente muito o movimento na estrada, crescendo o risco de acidentes.

O grupo paranaense foi o único que participou do leilão na Bolsa de Valores de São Paulo. E sem concorrência, praticamente não teve deságio. No pedágio previsto para o quilômetro 30 da RS 240, no Paquete, em Capela de Santana, a tarifa deverá ser de R$ 7,18. Com as novas praças, o atual pedágio do Portão, onde a tarifa atual é de R$ 6,50 e cobrança num só sentido, além de isenção para moradores locais, será desativado.

Tarifa deverá ser de R$ 7,18 na RS 240 no Paquete, perto da divisa entre Capela de Santana e Montenegro
– Crédito: Guilherme Baptista/FN

Em 2020 o mesmo consórcio Integrasul participou do leilão de um trecho da RSC 287, entre Tabaí e Santa Maria, ficando em segundo lugar. Na época o deságio chegou a 54%, mas tinham quatro empresas participando da concorrência. Agora, sem disputa, praticamente não teve desconto nas tarifas. Empresas alegam valor alto dos insumos, principalmente asfalto, com obras devendo ocorrer em até 7 anos, num contrato com período de trinta anos. Outra dificuldade é que para cada ponto percentual de desconto que fosse oferecido na tarifa, o investidor teria de depositar previamente R$ 6,7 milhões como garantia da execução dos serviços.

O Governo do Estado alega que somente com as concessões poderão ser realizadas as obras necessárias, incluindo duplicações, terceiras faixas, ciclovias, passarelas, viadutos, trevos de acesso, videomonitoramento, serviços de guincho e ambulância, entre outras melhorias. A previsão do Governo é de que até outubro a empresa vencedora do leilão já poderá assumir a gestão e manutenção dos 271,5 quilômetros das rodovias do bloco 3 concedidas para a iniciativa privada.

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