Jadson Queiroz de Lima, de 37 anos, era também conhecido como “Jad” ou “Baiano” - Facebook/Reprodução

O homem que morreu afogado no último sábado, dia 27, no Vale Real, era bastante conhecido na região da Serra pela sua atuação de destaque no futebol amador. Segundo amigos e colegas era um ótimo jogador. Atuava como meia e volante, tendo conquistado vários troféus e medalhas. E era exímio batedor de falta.

Jadson Queiroz de Lima, de 37 anos, era também conhecido como “Jad” ou “Baiano”. Nas redes sociais de Caxias do Sul, onde morava, são muitos os comentários lamentando a sua morte. Ele trabalhava na empresa Marcopolo e deixa esposa e filha, além de demais familiares e amigos. O corpo foi transladado na última segunda-feira para Irará, na Bahia, sua terra natal, onde acontece o sepultamento.

Segundo o amigo Luan Pacheco, Jadson morava em Caxias faz muitos anos e tinha um grande número de amigos. “Tinha um sorriso largo, era gente boa e por onde passou fez muitas amizades. Tem uma família de sangue chorando na Bahia e um de coração chorando aqui no sul”, postou Vanessa Paulus, no facebook. “Um amigão que o futebol amador me deu”, escreveu Francisco Santos Júnior.

O afogamento

Após menos de 30 minutos de buscas, no início da manhã de domingo, dia 28, em torno de 9h20min, os mergulhadores dos Bombeiros Voluntários Caienses localizaram o corpo da vítima de afogamento no rio Caí. Jadson tinha desaparecido nas águas na tarde de sábado, por volta de 17h, numa região próximo da antiga Cerâmica Mielke.

Mesmo num local bastante profundo e extenso, os mergulhadores dos Bombeiros Caienses rapidamente localizaram o corpo da vítima
– Crédito: Bombeiros do Caí

A vítima estaria no local com um amigo e dois cunhados, pescando, quando teria tentado atravessar o rio a nado. Mas como naquele ponto o rio Caí é bastante largo, com cerca de 60 metros, acabou cansando antes de chegar na outra margem, vindo a submergir e não retornar para a superfície. Conforme relato de testemunhas para a Brigada Militar, Jadson teria se desequilibrado na barranca do rio e caiu na água. E aí, de forma consciente, optou por atravessar o rio nadando, mas próximo da margem oposta acabou afundando. Um amigo diz que ainda tentou nadar até o ponto do afogamento, mas não conseguiu alcançá-lo a tempo. Foi então comunicada a Brigada e Bombeiros.

Os Bombeiros Voluntários de Bom Princípio, que atendem o Vale Real, foram comunicados do afogamento no final da tarde de sábado e iniciaram as primeiras buscas. Como já estava anoitecendo, as buscas dos mergulhadores iniciaram na manhã de domingo, com a presença dos Bombeiros do Caí, que tem grande experiência em buscas. E mais uma vez fica evidenciado a importância de uma equipe bem preparada tecnicamente, para ao menos diminuir o sofrimento de familiares e amigos das vítimas. Somente nos últimos dois meses, foram seis casos de afogamentos que os Bombeiros Voluntários Caienses conseguiram localizar os afogados.

Nesta operação de domingo passado, além dos caienses, participaram também Bombeiros Voluntários de Bom Princípio, Feliz e Defesa Civil de Vale Real. A Brigada Militar isolou o local para a perícia e encaminhamento para o Instituto Médico Legal. O registrou do afogamento ocorreu na Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA) de Montenegro. A Polícia Civil será a responsável pela investigação do fato. O comandante dos Bombeiros de Bom Princípio, Paulo Portinho, destaca o alto nível de profissionalismo dos mergulhadores da corporação caiense, a qual com muita presteza e conhecimento realizaram o rápido resgate, em questão de 23 minutos de buscas.

Mesmo sendo um local profundo e perigoso, de mais de 5 metros, o comandante dos Bombeiros caienses, Anderson Jociel da Rosa, diz que a capacidade e o conhecimento do rio por parte dos mergulhadores fez com que a vítima fosse logo localizada. É o segundo afogamento no Vale Real, também no rio Caí, em dois meses. Em 31 de dezembro do ano passado um rapaz de 19 anos morreu afogado na localidade de Arroio do Ouro. Isso serve de alerta, para as pessoas tomarem todo cuidado ao se banhar ou pescar em locais profundos e sem segurança.

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