Profissional veio à Montenegro conhecer a realidade da tribo e discutir a realocação - Crédito: ACOM/Prefeitura

Um representante do Governo do Estado esteve nesta quinta-feira, dia 4, em Montenegro, conversando com os índios kaingangues que moram em uma área do Estado, próximo ao Parque Centenário. Moradores vizinhos pedem a saída deles, pelo que chamaram de “choque de culturas”, entre os costumes dos índios e dos vizinhos, além de reclamações quanto à higiene.

O diretor de Direitos Humanos da Secretaria Estadual de Justiça, Cidadania e Recursos Humanos, Otávio Pedeli, foi recebido pelo cacique Eliseu Claudino. De acordo com o líder, 74 índios, sendo mais de 40 crianças, vivem em 11 casas na área de quatro hectares. Os menores seguem fora da escola, mas, segundo Eliseu, educadores seriam disponibilizados pela Secretaria Estadual de Educação para o ensino de acordo com os costumes indígenas, o que ficou adiado em razão da pandemia. Outro problema social é a falta de empregos. “Nossos homens querem trabalhar, mas existe muito preconceito”, relata o cacique. Atualmente a renda dos índios vem principalmente da venda de artesanato e do trabalho na colheita da uva em cidades da Serra.

Kaingangs estão no bairro Centenário desde o final de 2018 e construíram casas de madeira
– Arquivo/FN

Otávio perguntou qual a posição dos índios quanto a realocá-los em uma nova área, no bairro Zootecnia. O cacique explicou que a oferta pode ser aceita, mediante alguns detalhes como a preocupação com a reconstrução das casas onde vivem hoje, feitas de madeira. Inicialmente, os índios haviam dito que aguardariam uma posição do Estado até 27 de fevereiro, quando devem começar as aulas, mas Otávio explicou que o prazo precisa ser maior em função da demora nos processos burocráticos. Agora, o diretor vai se reunir com outros setores do Estado para definir qual exatamente será a área ofertada para os índios e avançar no diálogo com o cacique para encontrar uma solução definitiva que agrade a todas as partes envolvidas.

Tanto a área onde estão os índios desde 2018, no bairro Centenário, como a que surgiu como alternativa no bairro Zootecnia, no Centro de Treinamento de Agricultores de Montenegro (CETAM), pertencem ao Governo do Estado. Recentemente o prefeito Gustavo Zanatta foi procurado por um grupo de moradores, vizinhos da aldeia, que pediram a remoção dos índios. Zanatta esteve no assentamento e prometeu ser mediador da possível mudança, desde que não venham mais famílias para Montenegro, o dificultaria o atendimento nas áreas de saúde e social. Um dos problemas é a falta de banheiros, já que estão sendo utilizados da obra da EMEI Centenário, creche que está tendo a sua obra retomada.

1 COMENTÁRIO

  1. Quando uma pessoa senta à espera de oportunidade começa a assistir a vida daquele que não fica sentado esperando. Em consequência disso, a oportunidade daquele que busca aumenta assim como a evolução e os frutos são colhidos, em relação aquele que está sentado assistindo, esperando, lhe parece injusto o outro ter mais. Sequer pensou que, é preciso levantar, sacudir a poeira e buscar oportunidade sem culpar o próximo por tudo o que lhe aconteceu ou acontece de ruim. Não adianta colocar a vida entre aspas, tem que ir buscar o pão para os seus, mesmo com toda a dificuldade que lhe é imposta ou, às vezes, apenas fruto da imaginação de alguns que sentam, esperam, assistem, se unem no mesmo pensamento invertido de justiça considerando quem trabalha arduamente como sendo devedor daquele que apenas passa seus dias sentado, olhando para o céu, questionando Deus até mesmo, porque não tem o mesmo que o próximo. Talvez seja falta de visão, telefone sem fio de outros, falta de discernimento, inocência, necessidade, desespero… prefiro pensar que é algo assim, não o pior do ser humano, dou o benefício da dúvida. Quando a educação liberta o ser humano, ele passa a entender que todos temos que buscar as oportunidades igualmente sem olhar aquele que tem como se fosse criminoso sem coração pois não doa tanto quanto querem que seja doado. Mal sabem algo sobre a vida do próximo, só ficando sentados assistindo e julgando. O pior é falar de Deus e agir de forma inversa. O pior é pregar inverdades. O pior é pensar que Deus não ama a todos os seus igualmente. A ignorância é passada adiante e as incertezas viram matérias em jornais colocada entre aspas palavras trocadas para justificar os dias ociosos julgando de má fé os que levantam cedo para o trabalho desde os 14, 16, 18 anos, estudando e trabalhando sem pestanejar, buscando oportunidades, apesar de sofrer também, talvez não à discriminação pela raça ou cor mas, pelo berço não ser de ouro, por algum julgamento de alguém, pela concorrência, por ter que provar ser qualificado, etc. Quem olha de longe, não faz ideia de como a maioria das pessoas chegaram onde chegaram. Talvez a cegueira seja uma bengala usada por muitos.
    A grama do vizinho é mais verde mas a tua pode ser também, basta plantar, cultivar, molhar, se esforçar, tirar as ervas daninhas dos pensamentos de auto piedade e uma estória, (sim estória pois não é verdadeira) que te contaram. Igualdade não é isso. Igual é igual em tudo. Rever conceitos é preciso. Favorecer uns não é igualdade. Generosidade não é favorecimento e julgamento. A gente escolhe que tipo de vida quer levar e tenta ao máximo buscar melhorar a cada dia. Sentar e esperar jamais! Culpar os outros, muito menos. Fica a dica. Se a nossa vida não está boa, nós mesmos temos que melhora-la. Se eu fosse comer somente o que meus descendentes comiam, meus filhos ainda viveriam comendo somente polenta…

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