Procura pela primeira dose em Montenegro está abaixo do esperado - Crédito: ACOM/Prefeitura

Foi baixa a procura pela vacina contra a Covid-19 no último sábado, dia 23, em Montenegro. Embora houvesse dois pontos de atendimento à comunidade, no Parque Centenário e no Centro de Atividades do Sesi, o número de doses aplicadas ficou em apenas 380, quando havia em torno de 680 unidades disponíveis. Aparentemente, a causa é a marca da vacina. Os imunizantes são da Oxford/AstraZeneca, produzida no Brasil pela Fundação Oswaldo Cruz, a Fiocruz.

O problema não é registrado apenas em Montenegro. Em diversas cidades e estados, é observada a mesma tendência, o que vem deixando as autoridades preocupadas. A ocorrência de efeitos colaterais – ainda que extremamente raros – e o intervalo maior entre as doses da vacina de Oxford/AstraZeneca, de três meses, têm aumentado a recusa dessa vacina pelos brasileiros.

A situação motivou os órgãos públicos a divulgar notas técnicas endossando os benefícios da vacina na proteção contra a Covid-19. Os ganhos superam em muito os riscos de quadro de trombose (coágulos) descritos como possíveis efeitos colaterais desse imunizante. A secretária municipal da Saúde, Cristina Reinheimer, confirma. “Inclusive, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e o comitê de assessoramento de vacinas da OMS (Organização Mundial da Saúde) reforçam que o benefício da vacina é muito – mas muito mesmo – maior que o risco”, ressalta.

Também nas redes sociais, houve relatos de efeitos colaterais entre as pessoas que receberam o imunizante. “Dores de cabeça, dores no corpo, fadiga, náusea e calafrios podem ocorrer, são esperados e indicam que a vacina está surtindo o efeito esperado, isto é, induzindo uma resposta imune”, explica a secretária, observando que cada organismo reage de um modo. “A maioria não sente nada”, atesta.

O prefeito Gustavo Zanatta, que é fisioterapeuta por formação, explica que vacinas usadas para outras doenças também têm efeitos colaterais que podem ser desconfortáveis. “Nenhuma vacina ou medicamento é isenta de efeitos adversos”, afirma. Zanatta faz um apelo para que os montenegrinos confiem na vacina e encarem o eventual desconforto como o desafio final para obter a imunidade. “A pandemia só será vencida quando a maioria das pessoas estiver vacinada. Então, cada um deve dar a sua parcela de contribuição”, encerra.

As 300 vacinas que restaram da remessa de sexta-feira continuam sendo aplicadas nesta segunda-feira, até as 16h, no Parque Centenário. E se sobrar pode iniciar amanhã, terça-feira, a vacinação para pessoas com 60 anos ou mais.

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