Prefeitura já vinha notificando a empresa por falhas na coleta do lixo - Crédito: Prefeitura

No início da manhã de hoje, terça-feira, dia 4, a Prefeitura de Montenegro realiza reunião e contatos com representantes da empresa Ecosul Ambiental para buscar resolver o problema do atraso na coleta do lixo no município. Ontem os garis não trabalharam, alegando atraso no pagamento do ticket refeição, além de horas extras e outras reivindicações. A empresa prometeu pagar e a expectativa era de retomada do recolhimento, mas isso não aconteceu. Foram recebidas informações, dos próprios coletores, de que os funcionários foram dispensados e os caminhões foram embora. Conforme um dos garis, ontem a empresa já encaminhou os documentos para a rescisão dos funcionários, os quais esperam ser recontratados por outra empresa que venha a assumir o recolhimento.

Como a última coleta foi na sexta-feira passada, na véspera da virada do ano, em três dias já se acumula um volume considerável de lixo nas ruas. E já vinham ocorrendo problemas no recolhimento em dias anteriores, tanto que a Prefeitura tinha emitido várias notificações contra a empresa. Agora o problema tem que ser resolvido de forma emergencial. Por isso a Prefeitura está estudando as medidas cabíveis.

Segundo a Prefeitura, os problemas na coleta iniciaram em meados de dezembro, logo após a renovação do contrato emergencial com a companhia, que estava em vigor desde setembro. Pelos serviços, a empresa recebeu, no início, R$ 229 mil por mês, valor recentemente reajustado para R$ 250 mil em virtude da alteração do tipo de um veículo da frota. As principais irregularidades eram quanto ao não cumprimento do calendário e dos itinerários. O secretário de meio ambiente, José Clébio Ribeiro da Silva, cita que já eram várias as reclamações, diariamente, tanto na cidade como no interior.

A Secretaria do Meio Ambiente, ainda na semana passada, declarou que recebeu informações de que a empresa recolhedora estaria enfrentando problemas financeiros, o que estaria gerando dificuldades até mesmo para abastecer os caminhões. “Precisamos deixar claro que a responsabilidade não é da Prefeitura, que vem cumprindo suas obrigações com a Ecosul rigorosamente como estabelece o contrato”, enfatiza Clébio. Enquanto busca um diálogo com a direção da Ecosul, a Administração Municipal está usando as ferramentas previstas no contrato para pressionar a empresa a cumprir a sua parte. Além das notificações, deverá ocorrer a aplicação de multas e, se o serviço não for normalizado, pode ser encaminhada a rescisão do contrato.

Empresa estava fechada agora pela manhã e todos os funcionários foram demitidos
– Crédito: Guilherme Baptista/FN

A reportagem fez contato com um representante da empresa, o qual informou que todos os pagamentos estão em dia. Ele informou ainda que as horas extras são pagas a cada quatro meses, sendo a próxima em 7 de janeiro. Portanto, diz que não estão em atraso. Alegou que o FGTS também está em dia. E que a Prefeitura faz o acompanhamento. Com relação ao vale-alimentação, alega que houve um problema na empresa que presta o serviço e por isso teria sido pago em dinheiro para mais de mil funcionários da Ecosul nos municípios em que presta serviço.

A reportagem esteve novamente hoje na garagem da empresa, situada na margem da RSC 287, no bairro Cinco de Maio, mas estava tudo fechado. O representante da empresa confirmou que todos os funcionários foram demitidos.

A Prefeitura recebeu a informação de que a Ecosul não vai mais atuar em Montenegro e por isso demitiu os funcionários. A Administração Municipal está tomando as medidas cabíveis e pede a colaboração da população no sentido de não colocar lixo na rua até que a questão seja resolvida o mais rápido possível.

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