Hospital Montenegro está com obras em andamento, mas projeção de diminuição nos repasses do Governo pode comprometer atendimento - Crédito: Guilherme Baptista/FN

Quem passa pelos fundos do Hospital Montenegro (HM), na Rua Apolinário de Moraes, nota que a casa de saúde está em obras. No local está sendo feita a obra de reforma e ampliação do Pronto Socorro, mais conhecido como emergência ou plantão.

Obras devem se estender até o final do ano
– Crédito: Guilherme Baptista/FN

Estão sendo investidos cerca de R$ 500 mil, ainda oriundos da Consulta Popular de 2018. “Vamos precisar mais recursos”, diz o diretor Carlos Batista da Silveira, calculando que são necessários mais cerca de R$ 200 mil para concluir os trabalhos até o final deste ano. Serão 500 metros quadrados, incluindo novos leitos.

 

 

Provisoriamente o Pronto Socorro está funcionando no antigo setor de Raios X
– Crédito: Guilherme Baptista/FN

Enquanto ocorrem as obras, desde o mês passado o Pronto Socorro funciona temporariamente no antigo espaço do Raios-X, na Rua Assis Brasil junto a esquina com a Rua Osvaldo Aranha.

Queda nos repasses

Maior hospital da região e único com atendimento totalmente gratuito através do 100% SUS, o HM conta com 165 leitos e 540 funcionários, atendendo pacientes de 14 municípios, o que soma cerca de 200 mil pessoas. Com 90 anos de existência, o hospital já enfrentou graves crises, inclusive com risco de fechamento. E nos últimos tempos vinha tendo uma melhora na sua situação financeira. As contas em dia inclusive possibilitariam receber verbas federais e estaduais para comprar equipamentos e materiais, para melhor atender a população. Só neste período de pandemia, 610 pacientes diagnosticados com a Covid-19 foram atendidos no HM.

Mas conforme o diretor Carlos Batista a redução nos repasses volta a causar preocupação. A obra do novo centro obstétrico, projetada para o quarto andar, não chegou a sair do papel. E é uma obra importante, já que no HM são realizados a maioria dos partos pelo SUS na região. E Batista teme que a situação piore ainda mais após o Governo do Estado lançar o programa Assistir, que estabelece novas regras nos repasses públicos. “Vai ficar bem complicado”, alerta, projetando uma perda de cerca de R$ 1,6 milhão no dinheiro para pagamentos de pessoal e serviços. “Aí vai diminuir os serviços, pois não teremos como manter todos os atendimentos”, preocupa-se, lembrando que os medicamentos e materiais tiveram grande aumento nos preços durante a pandemia.

A preocupação com os novos critérios de repasses não é só do HM. Outros hospitais e municípios do Estado projetam grandes perdas nas verbas para atendimento. Já o governador Eduardo Leite alega que a iniciativa tem como objetivo implantar critérios técnicos e transparentes para definir quanto dinheiro será entregue para cada hospital. Mas prefeitos de várias regiões estão se mobilizando para tentar reverter a situação, temendo grandes prejuízos aos pacientes.

Foto: whats hm pronto socorro obras 1 – Hospital Montenegro está com obras em andamento, mas projeção de diminuição nos repasses do Governo pode comprometer atendimento

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