Nica é a nova diretora da Biblioteca, onde por enquanto só podem ocorrer empréstimos e devoluções de livros - Crédito: ACOM/Prefeitura

Os livros já estão postos, enfileirados nas estantes de ferro. O tapete da ala infantil está estendido, pronto para receber as crianças para a Hora do Conto. No entanto, toda essa estrutura ainda não pode ser desfrutada de forma completa pela comunidade montenegrina. Conforme a Prefeitura, os protocolos da pandemia da Covid-19 e alguns problemas na conclusão da obra fazem com que a Biblioteca Pública Municipal Hélio Alves de Oliveira realize, neste momento, atendimento de forma parcial para não prejudicar a população.

Nomeada diretora da Biblioteca Pública Municipal, a professora Maria Terezinha Kraemer Canello, a Nica, destaca a importância do atendimento, nem que seja de forma parcial, para que a população volte a usufruir sua Biblioteca. Neste momento, o prédio está atendendo só a empréstimos e devoluções de livros. Essa medida foi adotada também para contribuir na prevenção da proliferação da Covid-19. “Estamos atendendo com todos os cuidados possíveis para preservar a população e os funcionários”, salienta a nova diretora.

Pandemia e problemas na conclusão da obra impedem funcionamento pleno na instituição
– Crédito: ACOM/Prefeitura

Apenas uma pessoa por vez é atendida dentro do prédio para evitar aglomerações. Segundo Nica, após a devolução, os títulos ficam 14 dias em quarentena para que não haja contato de imediato com outras pessoas. A Biblioteca Pública Municipal, orientada pela Vigilância Sanitária de Montenegro, está seguindo rigorosamente o Protocolo de Distanciamento Social do Governo do Estado.

Além destes cuidados, os visitantes recebem uma luva para manusear os livros, álcool em gel – espalhados em totens por todo o prédio –, e precisam limpar as solas dos calçados em um tapete especial de higienização na entrada, sem contar a obrigatoriedade do uso de máscaras. “Tudo isso para que a Biblioteca continue atendendo”, ressalta Nica. Na próxima semana, a ideia é que o Telecentro, do bairro Timbaúva, inicie seu atendimento também com restrições. Neste momento, inclusive, o setor não está aceitando doações de livros, devido à falta de espaço para que cumpram a quarentena.

Elevador novo está interditado
– Crédito: ACOM/Prefeitura

O que também impede o atendimento normal na Biblioteca Pública, segundo a nova administração municipal, são problemas constatados após a entrega da obra de reforma, no final do ano passado. A plataforma elevatória (elevador), por exemplo, ainda está interditada por falta de um contrato de manutenção, exigido pela legislação, o que impede o acesso de idosos e pessoas com deficiência ao segundo pavimento. Além disso, faltam, ainda, algumas providências em relação ao Alvará de Plano de Prevenção de Incêndios (PPCI), que inclui também o teatro Roberto Atayde Cardona (auditório) e a Fundarte.

Espaço para computadores ainda necessita instalação
– Crédito: ACOM/Prefeitura

A nova direção está atuando para que os problemas sejam sanados de forma ágil e que a Biblioteca Pública Municipal volte a atuar em sua plenitude. “São detalhes importantes, mas que já estão sendo resolvidos”, pondera a diretora Nica.

A Biblioteca voltou para o complexo do Centro Cultural no final do ano passado. Desde 2012 o prédio na Rua Capitão Cruz estava fechado para reforma, com a biblioteca funcionando temporariamente no antigo restaurante do Parque Centenário.

 

 

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