Em 2005 a fábrica de calçados Azaléia fechou sua filial no Caí Arquivo/FN

Em dezembro de 2005, quando a fábrica Azaléia fechou suas portas, os caienses temeram que ocorresse uma grave crise no município.

Felizmente, isto não ocorreu. Do início do ano de 2001 ao fim do ano de 2006 (quando as duas fábricas da Azaléia já estavam fechadas) houve um aumento de 10,49 % no número de funcionários com carteira assinada no município.

Isto não quer dizer que o setor industrial da cidade não foi afetado pelo fechamento daquela empresa. Neste setor foram perdidos 253 empregos (queda de 9,37 %). Mas a perda foi pequena, pois a Azaléia tinha mais de 1.000 funcionários.

O que compensou esta perda foi o crescimento das outras empresas industriais e, principalmente, o dos demais setores da economia.

No comércio, o crescimento do número de empregos foi de 43 % e no de serviços chegou a 64 %. O que confirma a percepção de que o Caí está se fortalecendo como polo regional destes dois setores.

Mas, se o fechamento da Azaléia não chegou a ser uma tragédia, também é verdade que ela não foi nada boa para o Caí. Prova está que na região como um todo o número de empregos cresceu 26.42 % do início de 2001 ao final de 2006. No Caí, neste mesmo período, o crescimento foi de apenas 10,49 %.

As perspectivas, porém, são muito auspiciosas. Tanto as indústrias como o comércio e os serviços apresentaram sinais evidentes de forte crescimento no Caí, nos últimos anos. E há sinais positivos, também, para o setor agropecuário.

As fábricas Azaléia, que fizeram do Caí o município mais rico da região nos primeiros anos da década de 90, vinham perdendo fôlego ao longo dos dez anos que antecederam o seu fechamento.

Agora o município começa uma nova fase no seu desenvolvimento. O setor de serviços – incluindo o comercial – deverá ser o ponto alto deste desenvolvimento. Mas também o setor industrial está apresentando grande desenvolvimento. E com a vantagem de que as indústrias que comandam a atual fase de crescimento não são filiais, como a Azaléia. O fato delas terem suas matrizes no Caí faz com que elas tenham raízes mais solidamente plantadas no município.

Além disto o setor agropecuário também apresenta novas perspectivas de crescimento com a implantação de aviários e pocilgas.

PS: Matéria escrita no dia 19 de novembro de 2009

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