Adélio Menegaz, quando chegou ao Caí, ainda no início da sua carreira de médico Arquivo/FN

O doutor Adélio Menegaz nasceu na localidade de Charrua, situada a 13 quilômetros de Tapejara, no norte do estado. Seu pai, hoje com 86 anos, imigrou da Itália quando menino.

Ele se chama Pedro Adolfo Menegaz. Mas, em italiano, seu nome era Pietro e, quando menino o apelidaram de Pieretto.

Agricultor por toda a vida, seu Pedro trabalhou também, na juventude, como carroceiro. Ele fazia viagens até Porto Alegre na sua carreta de tração animal. Comprou terras nas proximidades de Getúlio Vargas e conseguiu prosperar. Mas foi com muito esforço que ele conseguiu educar os filhos, inclusive o mais novo chamado Adélio.

Vocação

Adélio, já aos quatro anos de idade, falava que – quando adulto – seria médico. E acrescentava: “dos ricos eu vou cobrar bastante e dos pobres eu não vou cobrar nada”. O menino Adélio falava isto insistentemente, a ponto desta frase ficar gravada na memória das pessoas que o conheceram na época. Era um sonho intenso que acabaria por se realizar. Mas houve o risco dele se desviar deste propósito.

Um dos irmãos mais velhos de Adélio, chamado Ari, formou-se técnico agrícola e foi trabalhar na Bahia. E ele quase seguiu o mesmo caminho. A partir dos onze anos Adélio foi estudar num colégio agrícola em regime de internato, em Lagoa Vermelha. Fez depois o curso de técnico agrícola e estava prestes a ir para a Bahia a convite do irmão mais velho quando aconteceu uma desgraça: Ari foi assassinado.

Isto fez com que Adélio mudasse o seu rumo. Ele insistiu em cursar Medicina e seu pai acabou concordando com a ideia.

Passar no vestibular foi muito difícil, pois o curso de técnico agrícola não lhe deu uma boa base para isto. Ele estudou freneticamente e, mesmo assim, rodou no vestibular duas vezes. Na terceira tentativa conseguiu passar e isto foi uma alegria enorme para ele.

Começava a realizar o sonho que alimentava desde a infância. Desde esta época ele tinha a ideia fixa de ser um cirurgião.

Adélio fez o curso de Medicina em Passo Fundo e depois cursou mais três anos de especialização em Porto Alegre, atuando no Hospital Lazarotto. E ainda fez um período de estágio no Rio de Janeiro.

Centro Médico

Em maio do ano de 1991, Adélio Menegaz veio para o Caí. Gostou da cidade e ficou. Em 1992 conheceu a caiense Rejane Mello, os dois namoraram e um ano depois estavam casados.

A vida do casal começou com grande dificuldade. Eles tiveram de economizar muito para comprar a casa onde, até alguns anos atrás, funciona o Centro Médico. Rejane teve de vender um apartamento que tinha em Novo Hamburgo e depois ainda vendeu o terreno que possuía no Caí. Assim eles conseguiram tocar a obra do Centro Médico e depois a residência própria, que construíram no segundo piso do mesmo prédio. O pai de Rejane, Paulinho Mello, é dono da Madeireira Mello e os ajudou cedendo o material para as obras deixando o pagamento para quando fosse possível.

Enquanto isto, Adélio e Rejane moravam numa modesta casa alugada. Com muita economia conseguiram reformar o prédio para ali instalar o Centro Médico, que começou a funcionar no dia 2 de janeiro de 1993.

Desde o início o Centro já contava com outros dois médicos: a doutora Fabíola Tonial, que fora colega de aula de Adélio na faculdade e o marido dela, doutor Tiaraju Ribeiro. Rejane trabalhava como secretária e, desde então, administradora do Centro.

O doutor Adélio conquistou a confiança dos seus clientes desde os seus primeiros meses na cidade. Além da sua perícia como clínico e cirurgião, ele impressionou a todos pela sua dedicação à profissão e pelo seu espírito sereno e pelo bom humor permanente. Mesmo tendo de acordar-se de madrugada para atender uma cliente em dificuldades, ele nunca se mostrava aborrecido. Ao exercer a Medicina ele sempre se sente bem. Afinal, ele está fazendo o que gosta e o que sempre sonhou fazer.

O edifício Pieretto

O prestígio de Adélio Menegaz como médico espalhou-se pela região e atraiu cada vez mais clientes para o Centro Médico. O que foi bom também para os médicos que vieram trabalhar com ele. Profissionais bem selecionados e competentes que também contribuíram para o sucesso do Centro Médico: Márcio Damin (traumatologista e ortopedista) André de Souza (urologista), Adriano Appel (médico do trabalho), Itamar Sausen (otorrinolaringologista), Ângela Schlickmann (fonoaudióloga), Magali Gegler (psicóloga), Renato Melo (gastroenterologista), Christine Holzhey (neurologista) e Bruno de Pietro (pediatra).

O objetivo de Adélio e Rejane era trazer mais médicos especialistas para completar o time do Centro Médico. Mas o espaço no prédio não permitia. Por isto surgiu a ideia de construir um novo prédio.

E assim, incentivados pelos amigos Adir Donadello e Jocelito Reichert, que se tornaram sócios na construção do edifício Pieretto, o casal Menegaz resolveu ousar. O doutor Adélio decidiu pela realização de um outro sonho difícil de realizar. E, mais uma vez teve sucesso.

Em homenagem ao seu pai, deu ao edifício o nome de Pieretto.

Um orgulho para os caienses

Quando um caiense recebe a visita de alguém de fora e sai com esta pessoa para mostrar a cidade, não deixará de passar pela esquina das ruas Ari Baierle e Henrique D´Ávila para mostrar o Edifício Pieretto.

No andar térreo do belo edifício, dezenas de médicos – das mais variadas especialidades – poderão atuar, prestando serviços médicos a dezenas de milhares de pessoas de toda a região.

Além dos médicos que já atendem no Centro Clínico atenderão no novo prédio os doutores Rafael Tonial dos Santos (dermatologista), Márcio da Silveira (radiologista) Mário Bulla (oftalmologista) e, dentro de mais algum tempo, o cirurgião plástico Fabrício Bervian, que já adquiriu o seu consultório.

Centro médico do Dr. Adélio fica no térreo do Edifício Pieretto

No segundo piso, nas 16 salas da Galeria Med Center, outros profissionais da área médica terão seus consultórios e funcionarão também farmácias e laboratórios de exames médicos, além de lancheria e outros serviços. Estarão lá a Farmácia Botânica, a Fisioclínica de Marta Selegar, Laboratório Portal, Ivanir Vaske com Cafeteria, Caetano e Rech Advogados.

E todos os caienses ganharão muito com isto. Cada nova loja ou escritório que abre na cidade oferecendo atendimento de qualidade contribui para fazer do Caí um polo de atração regional. E um empreendimento com a magnitude e a qualidade do Centro Médico dará motivos ainda maiores para que pessoas de toda a região venham ao Caí em procura dos serviços ali oferecidos.

O Caí, que já conta com o excelente Hospital Sagrada Família e com várias clínicas médicas, laboratórios de análises e outros serviços de saúde de grande prestígio, cresce muito nesta área com a inauguração do novo Centro Médico.

O Centro Médico São Sebastião do Caí é um dos maiores empreendimentos do ramo de clínica médica em todo o estado. E o público por ele atraído, certamente, poderá também frequentar as lojas, restaurantes e outros serviços oferecidos na cidade.

Com isto, muitos novos empregos serão gerados e milhares de famílias caienses estarão melhorando a sua renda.

Mais do que tudo, iniciativa do casal Adélio e Rejane Menegaz, juntamente com seus sócios na construção do Edifício Pieretto (Adir Donadello e Jocelito Reichert) serve de exemplo e incentivo para outros empreendedores. O êxito deste empreendimento mostra que vale a pena investir no Caí.

PS: Texto escrito em novembro de 2009

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