Imagem ilustrativa/internet

Quando surgiram os primeiros casos suspeitos de coronavírus na região, um ano atrás, jamais se imaginava a dimensão que chegaria. Eram pessoas que tinham retornado de viagem para o exterior ou outros Estados. No mês seguinte, em abril, surgiram os primeiros casos confirmados. E em maio o primeiro óbito de paciente com diagnóstico da Covid-19 no Vale do Caí, de uma moradora de Montenegro. Desde então o número de casos confirmados, internações e óbitos foram aumentando. Chegou a ter um pico no inverno e uma queda em setembro. Não se imaginava que uma nova onda, com variantes do vírus, viesse ainda mais forte no verão.

No ano passado, em 9 meses, entre março e dezembro o Vale do Caí registrou 118 óbitos, 8.820 casos confirmados e 7.370 recuperados. Agora em 2021, em apenas dois meses e meio, já se supera todos os números de 2020.  Até ontem, somando as vinte cidades integrantes da Associação dos Municípios do Vale do Rio Caí (Amvarc), a região tem 17.451 casos confirmados, dos quais 14.459 recuperados e 246 mortes. Portanto, em 2021 já são 128 óbitos, enquanto em todo o ano passado foram 118, dez a menos. O número de casos confirmados também praticamente dobrou, tendo neste ano 8.631.

Aumento nos municípios

Entre os maiores municípios do Vale do Caí, Montenegro teve 35 óbitos e 2.720 casos confirmados em 2020. Com os dois meses e meio deste ano o número mais que dobrou, somando agora 75 mortes e 5.478 infectados. São Sebastião do Caí no ano passado teve 18 mortes e 1.254 casos confirmados, número que agora subiu para 27 vítimas fatais e 2.106 infectados. Bom Princípio tinha 582 casos confirmados e 7 óbitos no ano passado, sendo que agora totaliza 1.128 que tiveram Covid e 19 mortes. Feliz teve 6 mortes e 680 casos confirmados em 2020, somando agora com 2021 um total de 14 óbitos e 1.528 infectados. Nos demais municípios também houve um aumento expressivo nos números.

Isso mostra a evolução da doença, principalmente nos últimos dias, atingindo cada vez pessoas mais jovens, lotando hospitais e causando muita preocupação. Profissionais da saúde, residentes em asilos e idosos de idade mais avançada já estão recebendo a vacina, mas é preciso vacinar mais grupos e reforçar as medidas de prevenção, principalmente o uso de máscara, distanciamento, higiene e limpeza, para tentar conter a pandemia.

Mais vacinas

Mais faixas etárias de idosos serão beneficiados com as vacinas que deverão ser distribuídas hoje aos municípios. As 318 mil doses do novo lote da Coronavac chegaram a Porto Alegre ontem. A lista de doses por município ainda não foi divulgada. Este é o segundo maior lote já recebido. Segundo o painel de vacinas, o Rio Grande do Sul já recebeu 1.286.200 vacinas, entre CoronaVac e Oxford/AstraZeneca. A aplicação, até a manhã de ontem, totalizava 907.120 doses. Foram aplicadas 664.023 primeiras doses e 243.097 do reforço.

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