Problema seria decorrente do atraso no fornecimento de laboratórios, que alegam falta de insumos - Imagem ilustrativa

Um levantamento realizado pela Confederação Nacional de Municípios (CNM) com 2.469 prefeituras do país mostra um cenário do desabastecimento de medicamentos nas cidades. Mais de 80% dos gestores relataram sofrer com a falta de remédios para atender a população. E conforme as Prefeituras, o problema não é de gestão e nem da falta de recursos. Os municípios culpam os laboratórios, que não estão produzindo na quantidade necessária para assistir os usuários do Sistema Único de Saúde.

O problema vem se agravando e atinge principalmente os itens mais comuns e de uso contínuo. Entre eles, medicamentos como o antibiótico Amoxicilina e o analgésico Dipirona, além de remédios para tratamento da diabetes, hipertensão e até de leucemia.

Para evitar que as pessoas percam tempo na fila de espera e depois saiam frustradas, em Montenegro uma lista foi fixada na parede da Secretaria Municipal da Saúde (Assistência), com os nomes dos 30 remédios em falta. ”É muito triste ver isso e não poder fazer nada”, lamenta o secretário municipal de saúde, Rodrigo Streb.

Em São Sebastião do Caí, ainda no final do mês passado, a Prefeitura publicou um vídeo nas redes sociais esclarecendo sobre a falta de alguns medicamentos na Farmácia Básica do Município. A coordenadora da Farmácia Básica, Simone Rosseti, e o farmacêutico Eduardo dos Santos Oliveira, citam que mais de 300 pessoas costumam ser atendidas por dia. Simone lamentou que com a pandemia ocorreu uma crise de insumos importados, ocasionando a falta de vários medicamentos. Já Eduardo explicou que os remédios são adquiridos pelos municípios através do Consórcio Intermunicipal (CIS-CAÍ), que vem encontrando dificuldades em conseguir os medicamentos junto às distribuidoras e laboratórios. E não existe previsão de normalização no fornecimento, mas os municípios não estão medindo esforços para que a população não seja mais prejudicada.

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