Imagem ilustrativa/internet
O crescimento do número de casos de coronavírus o registro de mais mortes e internações, ao lado do esgotamento dos leitos e da capacidade de atendimento dos hospitais, estão causando grande preocupação. Por isso representantes de hospitais de Montenegro e de São Sebastião do Caí tiveram reunião nesta sexta-feira, dia 19.
Na tarde desta sexta-feira, o prefeito de Montenegro, maior cidade da região e que tem dois hospitais com UTIs que estão lotadas, também esteve reunido com representantes do segmento na Secretaria Municipal da Saúde, discutindo estratégias para conter o avanço da pandemia, que já fez 56 vítimas fatais em Montenegro. Conforme o prefeito Gustavo Zanatta, houve consenso de que é preciso conscientizar as pessoas a adotarem cuidados como o uso da máscara e do álcool em gel e não participar de aglomerações.
Já a partir deste fim de semana, um carro de som volta a circular por Montenegro com alertas à população. Também há possibilidade de retomada das sanitizações nas ruas, com o uso de um caminhão hidrojato. O prefeito orientou a Guarda Municipal e a equipe de fiscalização a intensificar as ações contra aglomerações e a venda e o consumo de bebidas alcoólicas entre a meia-noite e as 7h da manhã. “Precisamos que a população entenda que este é um momento muito grave. Os números dos últimos dias ainda não refletem o feriadão de Carnaval, o que indica que a situação se tornará pior nos próximos dias”, alerta o chefe do Executivo. Zanatta ressalta que, se os montenegrinos não colaborarem, há o perigo de ocorrerem mortes por falta de atendimento. “As estruturas estão saturadas”, ressalta.
Na reunião desta sexta, também foram definidas outras estratégias. Segunda-feira ocorrerá uma reunião entre os secretários municipais da Saúde do Vale do Caí para a elaboração de um plano regional. O Hospital Unimed Vale do Caí ofereceu camas para empréstimo ao Hospital Montenegro e à Secretaria Municipal da Saúde em caso de necessidade. Já a Secretaria vai ceder médicos e profissionais de enfermagem ao HM.
A secretária Cristina Reinheimer também anunciou a ampliação do programa “Melhor em Casa”, através do qual oferece atendimento domiciliar a pacientes que não precisam estar necessariamente internados. “Dessa forma, vamos reduzir a pressão sobre o HM, permitindo que mais leitos sejam destinados a quem contraiu a doença”, explica.
O prefeito Gustavo Zanatta, através de um vídeo divulgado nas redes sociais, alertou que o problema é muito sério, de quase calamidade. Pediu a conscientização da população para manter o distanciamento e evitar aglomerações, procurando ficar em casa, além de medidas de prevenção como uso de máscara e higienização. A secretária da saúde Cristina Reinheimer teme que a situação fique ainda pior. “Vai aumentar muito. Estamos tendo cerca de 100 atendimentos ao dia. Os hospitais estão lotados. Está muito complicado”, alerta Cristina, que também gravou um vídeo. “Não vamos ter onde colocar as pessoas doentes”, preocupa-se, sobre a falta de leitos e equipamentos, que podem levar a saúde ao colapso.
Campani preocupado
A reunião em Montenegro contou com a presença de representantes dos hospitais Montenegro e Unimed, e também do Sagrada Família, de São Sebastião do Caí. E o prefeito caiense Júlio também gravou um áudio de alerta para a comunidade. “Estamos com os hospitais da região com as vagas praticamente todas ocupadas. Faço um apelo aos caienses para que adotem todos os protocolos de prevenção, como distanciamento, evitando aglomerações, usar máscara e álcool gel”, solicita. “Se na segunda-feira a nossa região for mantida na bandeira preta, evidentemente que teremos de tomar outras medidas. Mas neste momento peço encarecidamente que cada um faça a sua parte”, completa.

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