Início da cobrança nos novos pedágios pode ficar para março

Placas com informações como sobre valores das tarifas já foram colocadas perto dos pórticos de free flow do Caí e Capela, mas ainda estão cobertas com lona

Inicialmente a previsão era de que os novos pedágios começariam a cobrar a partir de 1º de fevereiro, com a desativação da praça de Portão. Entretanto, isso não ocorreu.

Agora a expectativa é de que a cobrança nos pórticos do free flow, em São Sebastião do Caí e Capela de Santana, assim como em outros três trechos de rodovias do Estado, inicie na metade deste mês. Mas isso também pode atrasar. É que conforme a Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos Delegados do Rio Grande do Sul (Agergs) existe um rito a ser cumprido antes de iniciar a cobrança.

A concessionária Caminhos da Serra Gaúcha (CSG) precisa apresentar alguns documentos para o poder concedente e concluir os trabalhos iniciais. Depois, a Secretaria de Parcerias e Concessões (Separ) do Estado tem 15 dias para analisar a documentação. Se estiver tudo certo, a Separ envia notificação para a Agergs. Recebida a notificação, a Agergs tem mais dez dias para autorizar o início da cobrança.

Cobrança nos pórticos de free flow, como no Caí e Capela, precisa ser aprovada pelo Governo do Estado e Agergs

A CSG entregou ao Estado um relatório de todas as atividades realizadas neste primeiro ano de concessão, informando que teriam sido investidos R$ 270 milhões em rodovias no Vale do Caí e na Serra. As informações ainda serão conferidas. Por isso é possível que o início da cobrança seja adiado para março.

O prefeito de São Sebastião do Caí, Júlio Campani, na reunião da Agergs pediu o adiamento do início da cobrança visando buscar alternativas para reduzir o prejuízo dos usuários da rodovia. Moradores de Capela de Santana também lutam por isenção e deverão ter reunião com representantes da CSG na próxima quarta-feira.

O prefeito de Montenegro, Gustavo Zanatta, também se manifestou protestando contra os altos valores das tarifas. “Era para ser 5 reais e foi para 9 reais. É um abuso”, reclama. “Buscamos a inserção de um termo aditivo no contrato, entre Governo e concessionária, com isenção ou descontos para quem provar que se desloca para trabalhar, estudar ou tratamento médico”, declarou, sobre os prejuízos para os moradores.

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