Projeto prevê mudanças na beira do rio, incluindo aumento do calçadão, mirantes e ciclovia - Crédito: ACOM/Prefeitura

Com 118 anos de história, a idade avançada do Cais do Porto cobra o seu preço. Inaugurado em 1904, o paredão de pedras que separa a cidade do Rio Caí precisa de reparos, tanto na estrutura quanto na parte de cima, utilizada diariamente por centenas de pessoas para caminhadas ou uma simples conversa com os amigos. O prefeito Gustavo Zanatta está em Brasília atrás de recursos para bancar as obras.

Prefeito está em Brasília, onde encaminhou o projeto
– Crédito: Prefeitura

Acompanhado do gerente de Contratos e Convênios, Silvio Kael, e do diretor de Captação de Recursos, Rafael Cruz, Zanatta foi recebido pelo chefe de Assuntos Parlamentares do Ministério do Turismo, José Ivo Rolim. A agenda foi viabilizada pelo deputado federal Maurício Dziedricki (PTB), que, junto com o prefeito, fez a defesa do projeto de revitalização do Cais.

Rolim elogiou o trabalho e disse que tecnicamente é viável a captação de verbas junto ao governo federal. Durante o encontro, ficou ajustado que será realizada uma agenda com o ministro do Turismo para apresentação de um vídeo/conceito, mostrando as potencialidades turísticas do local e a proposta de recuperação. “Ficamos muito felizes com a receptividade. O Cais é um dos nossos principais cartões postais e a população merece ter essa área de lazer integralmente à sua disposição”, afirma Zanatta.

Duas etapas

A restauração do Cais do Porto das Laranjeiras terá duas fases. A primeira é a reestruturação do talude nos diversos pontos em que está cedendo. De acordo com a arquiteta Valéria Wollmann, da Secretaria Municipal de Gestão e Planejamento, a Prefeitura planeja a contratação de uma empresa que, além de realizar o projeto, execute a obra. A proposta defendida pelo Município prevê a remoção do asfalto nas rampas de acesso à água. Elas voltarão a ter as características de 1904, ou seja, de pedra granito rosa.

Arquiteta Valéria Wollmann mostra projeto que prevê mudanças na beira do rio
– Crédito: Prefeitura

Valéria explica que os estudos iniciais tiveram a participação de técnicos do Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico do Estado (IPHAE). “Como é um trabalho que precisa ser realizado dentro da água e a estrutura é tombada como patrimônio histórico, tem sido difícil encontrar interessados até mesmo na realização de orçamentos”, informa. Por enquanto, não há definição sobre os custos desta etapa.

A “parte de cima”, o chamado calçadão, não é tombado, o que permitirá a execução de melhorias importantes. Estas obras foram executadas somente no fim dos anos 90. A principal mudança prevista é um estreitamento da pista, que passará a ter mão única para o tráfego. Além do alargamento do passeio, haverá espaço para uma ciclovia, reforçando a vocação do espaço para o lazer.

Em dois pontos, estão previstos também avanços de três metros sobre o rio. Vão funcionar como mirantes. “As luminárias e o guarda-corpo serão substituídos por estruturas mais modernas e seguras, assim como os bancos”, informa a arquiteta Valéria Wollmann. O calçamento deve ser de basalto, seguindo o modelo empregado em frente à Câmara de Vereadores.

Os orçamentos obtidos para esta etapa da obra indicam um investimento da ordem de R$ 2,3 milhões, que precisam ser captados nos ministérios ou através de emendas parlamentares. “A recuperação do Cais deve ser entendida como uma ação de médio prazo. A ideia é resolver e não ficar apenas reagindo quando surge um problema pontual. A sinalização que tivemos no Ministério do Turismo nos dá grandes esperanças”, conclui o prefeito Gustavo Zanatta.

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