Reunião do Gabinete de crise de Montenegro apontou que após queda, internações voltaram a crescer - Crédito: ACOM/Prefeitura

Apesar dos números de ocupação de leitos hospitalares terem dado uma leve diminuída no início deste mês, a situação voltou a ficar delicada em Montenegro. Nesta semana, em nova reunião do Gabinete de Crise de combate à Covid-19, foi exposta a atual taxa de uso nos hospitais locais. Mesmo que, num primeiro momento, haja uma sensação de melhora, a situação é de crescimento, o que é grave e preocupante.

De acordo com o coordenador do Gabinete, Fabrício Coitinho, um dos motivos aparentes deste aumento foi o feriadão da Páscoa. No dia 7 de abril, os leitos de UTI SUS estavam com 70% da ocupação. Hoje, esse número voltou a 100%. O mesmo acontece com os leitos privados, que estavam em 90% (no dia 7) e hoje apresentam 100% de taxa de ocupação. A elevação é ainda mais nítida quando se fala em leitos clínicos. No dia 10 de abril, a taxa de ocupação estava em 48%. Um dia depois, 50%. Hoje, alcançou 70%. “Levando em consideração esse aumento, nos próximos dias, podemos chegar aos 100% novamente”, destaca.

A taxa de uso de respiradores também apresenta alta. No dia 7 de abril, o uso era de 66%. Até hoje, quando chegou a 83%, o número foi subindo gradativamente por dia. Segundo Fabrício, o cuidado nos próximos dias será fundamental para que a expectativa não se concretize. “O momento agora é de total cuidado, estamos fazendo de tudo para minimizar os prejuízos de todos”, ressalta.

Novas edições do Dia “D” de Conscientização contra a Covid-19 estão sendo preparadas para levar a informação a um maior número de pessoas. O Gabinete de Crise, criado pela Prefeitura Municipal de Montenegro e entidades parceiras, faz ainda um apelo para que a comunidade respeite o distanciamento social, use máscara e evite aglomerações. “Quanto mais fizermos isso, mais cedo poderemos voltar com o comércio em condições ideais na cidade e, é claro, mais cedo vamos diminuir o número de casos ativos e estagnar as mortes em Montenegro”, salienta Fabrício.

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