Três profissionais da área da saúde foram os primeiros a serem vacinados - Crédito: ACOM/Prefeitura
Em ato simbólico, três profissionais de enfermagem que atuam na linha de frente foram imunizadas no final da tarde desta terça-feira, dia 19 de janeiro, em Montenegro.
Foi o primeiro passo para vencer o vírus, que já matou mais de 210 mil brasileiros e 40 montenegrinos. Por volta das 18h, as três primeiras moradoras de Montenegro receberam uma dose da vacina contra o novo coronavírus.
Catiuscia Mafra, Danieli Luana Vieira e Luciana dos Santos, dos hospitais Montenegro, Unimed e da Secretaria Municipal da Saúde representaram os mais de 60 mil habitantes do município no início da imunização contra a Covid-19.
Nesta tarde, na sede da Secretaria Municipal de Saúde de Montenegro, o trio recebeu, no braço, uma dose de esperança em dias de tranquilidade e alegria. “É uma emoção muito grande”, define Luciana, registrando um sentimento compartilhado pelas duas colegas.
Vacina chegou no final da tarde e foi recebida com festa
– Crédito: ACOM/Prefeitura
A logística da busca pela vacina começou na tarde desta terça. Ao receber o sinal positivo do Governo do Estado, um veículo oficial da Prefeitura Municipal de Montenegro foi até Porto Alegre para buscar as cerca de 550 doses destinadas à cidade neste primeiro momento. Por volta das 17h30, o veículo, escoltado por uma viatura da Guarda Municipal, chegou na sede da Secretaria. Como era de se esperar, a vacina foi recebida com alegria pelos funcionários do setor. “Este é o primeiro passo. Esperamos que o fluxo de entrega das vacinas se mantenha e consigamos realmente alcançar a meta de 90% da população”, afirma a secretária de Saúde, Cristina Reinheimer.
Para simbolizar o início do processo, uma pequena cerimônia foi realizada no saguão da Secretaria da Saúde, respeitando todos os protocolos sanitários para que os três montenegrinos fossem vacinados. Agora, apenas profissionais da Saúde, que estão na linha de frente do combate à Codid-19 estão recebendo as doses. Conforme os lotes forem enviados, outros grupos prioritários também serão imunizados. O próximo é o dos idosos internados em Instituições de Longa Permanência (ILPs), os asilos.
O prefeito Gustavo Zanatta aproveitou a solenidade para saudar o esforço dos profissionais da Saúde no combate à pandemia. “Graças a vocês que o número de óbitos não é ainda maior”, reconheceu. Também lembrou que este é um momento histórico, mas que a população não pode descuidar do uso da máscara, do álcool gel e precisa evitar as aglomerações. “A guerra ainda não está ganha, mas vamos vencê-la”, declarou.
A secretária Cristina explica que a quantidade de imunizantes, em cada fase, é definida pelo governo do Estado. Por isso, não tem como prever quanto tempo levará o processo de imunização de toda a população. Até agora, Montenegro registrou 3.211 casos de Covid 19.
A vacina
Popularmente chamada de “vacina da China” ou “vacina chinesa”, a CoronaVac foi aprovada para uso emergencial pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), no domingo (17), e será produzida no Brasil pelo Instituto Butantan, de São Paulo, para abastecer o País. Sua base é uma versão inativada do Sars-CoV-2, vírus que provoca a Covid-19.
A cepa CZ02 foi cultivada em células Vero (um tipo de célula de rim de macaco). Para produzir a vacina, o vírus foi inativado, ou seja, foi exposto ao calor ou a substâncias químicas para que perdesse o poder de infectar. “Morto”, ele não se replica e não gera doença. Depois desse processo, foi acrescentado o hidróxido de alumínio, que é uma substância já conhecida como adjuvante para que a vacina gere anticorpos em quem as recebe.
Armazenamento
Como o Brasil não possui ultracongeladores suficientes para armazenar imunizantes que precisam ser submetidos a temperaturas baixíssimas, a CoronaVac caiu como uma luva. A tecnologia de vírus inativado, utilizada no desenvolvimento dela, permite que seja mantida em temperaturas normais de câmaras frias, de 2 a 8 graus Celsius.
Essa condição se encaixou com a estrutura do Brasil em termos de logística de distribuição e armazenamento nas salas de imunização pelo País. A Anvisa, durante o processo de autorização para uso emergencial, disse que fará um acompanhamento a longo prazo para determinar o tempo de validade das doses prontas em refrigeração. Estima-se que 12 meses.
Como age
Uma vez injetado, o vírus é detectado pelo sistema imunológico, que desenvolve formas de combatê-lo para que, quando estiver em contato com um vírus ativo do mesmo tipo, saiba como responder.
Segurança
A tecnologia de vírus inativado é uma das mais tradicionais no desenvolvimento de vacinas e, segundo especialistas, é bastante segura. É utilizada há décadas e, por isso, os efeitos são mais previsíveis. Durante os testes clínicos da CoronaVac, não foram relatados efeitos colaterais graves. As reações mais comuns foram dor, edema e/ou inchaço no local da aplicação, dor de cabeça e fadiga.
Doses
O Ministério da Saúde está recomendando que a segunda dose seja ministrada com um intervalo de três a quatro semanas da primeira aplicação.
Fonte: ACOM/Prefeitura

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