Hospital Montenegro poderá ter redução de R$ 1,6 milhão nos repasses - Arquivo/FN

Lançado pelo governo do Estado com o objetivo de redefinir as regras de distribuição de incentivos financeiros aos hospitais gaúchos ligados ao SUS, o programa Assistir está preocupando a Administração Municipal de Montenegro. É que a mudança deve causar uma redução de aproximadamente R$ 1,6 milhão por mês nos repasses ao Hospital Montenegro 100% SUS. Referência para 19 cidades da região, a casa de saúde terá de cortar serviços e atendimentos, o que vai prejudicar a cerca de 200 mil pessoas.

A diretora do Departamento de Gestão da Atenção Especializada da Secretaria Estadual da Saúde (SES), Lisiane Fagundes, explica que, até agora, metade dos cerca de R$ 800 milhões anuais disponíveis para auxiliar os hospitais era distribuída sem regras ou contrapartidas específicas. Ou seja, não era necessário comprovar a aplicação da verba em um determinado volume de atendimentos ou procedimentos. A direção do HM contesta, alegando que tanto há medições e critérios, que a instituição já sofreu cortes em outros momentos.

Para a secretária municipal da Saúde, Cristina Reinheimer, medidas de tamanho impacto precisam ser discutidas com todos os envolvidos primeiro. “As Prefeituras, sobre as quais tende a recair parte dos serviços que os hospitais deixarão de prestar, deveriam ter sido chamadas a dialogar. Isso não ocorreu”, afirma. “O Hospital Montenegro 100% SUS é fundamental para a nossa região e a sua saúde financeira deve ser uma preocupação de todos”, destaca.

Cristina e o prefeito Gustavo Zanatta estão agendando, em nome das lideranças da região, para os próximos dias, uma reunião com a secretária estadual da Saúde, Arita Bergmann, para falar sobre os impactos do programa Assistir e buscar alternativas. O encontro deverá ter a presença de outros prefeitos e secretários. “Como já fizemos no começo do ano, inclusive com socorro financeiro de R$ 1 milhão diante do agravamento da pandemia, vamos defender o HM”, promete Zanatta. “Os montenegrinos e os moradores das demais cidades do Vale do Caí dependem dele”, conclui.

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