Novos loteamentos estão entre os empreendimentos - Crédito: ACOM/Prefeitura

Enquanto vários setores da economia enfrentam séria crise por conta da pandemia do novo coronavírus, o segmento da construção civil continua crescendo. Pelo menos em Montenegro, os investimentos que estão “no forno” indicam uma aposta concreta no desenvolvimento. A cidade está bem preparada para receber investidores, oferecer casa própria para quem deseja fugir do aluguel e ainda atrair novos moradores.

Os indicadores que apontam nesta direção são vários. Entre 2017 e 2020, a Prefeitura liberou a comercialização de dez loteamentos em diversos bairros, somando 1.598 terrenos urbanizados. E neste ano, somente até julho, havia seis processos em tramitação, que totalizam mais 1.131 lotes. Quando o assunto é apartamentos, a bússola aponta na mesma direção. Nos últimos quatro anos, foram inseridas no mercado local mais 275 unidades e, no momento, outras 488 estão no papel. As incorporadoras correm atrás do cumprimento de exigências legais para abrir os canteiros de obras.

Estes números já dão uma mostra do quanto a cidade tende a crescer, mas há outros, igualmente importantes. Nos últimos quatro anos, a Prefeitura emitiu 36 Habite-se por mês. Em 2021, a média já é de 38 e deve chegar a 40 em dezembro, talvez mais. A perspectiva é ainda mais animadora quando o indicador é o Imposto de Transmissão de Bens Imóveis, o ITBI. Entre 2017 e 2020, 4.971 negociações de compra e venda foram finalizadas, que somam 104 por mês. Nos primeiros sete meses deste ano, já são 1.111, elevando a média mensal para 158.

Para o secretário municipal de Gestão e Planejamento, Fabrício Coitinho, o bom desempenho da construção civil se deve, em parte, à oferta de crédito. Com a pandemia e o cenário de incertezas em torno dela, muitas pessoas que tinham dinheiro guardado optaram por aplicá-lo em imóveis, um negócio mais conservador e seguro. “Por outro lado, a previsão de novos investimentos industriais e comerciais na cidade certamente contribuiu para os empreendedores da construção lançarem mais projetos aqui”, afirma.

Fabrício observa que a oferta abundante de imóveis costuma ser levada em conta quando uma empresa escolhe o local onde vai se instalar. “O fato de termos muitos terrenos, casas e apartamentos prontos para serem ocupados favorece Montenegro aos olhos dos grandes empresários e ainda contribui para pressionar uma queda nos preços”, sublinha.
O prefeito Gustavo Zanatta ressalta que a Administração vem trabalhando para criar um ambiente positivo à construção civil. “Em menos de seis meses, conseguimos atender a uma demanda histórica do setor imobiliário, reduzindo o prazo de emissão das guias de ITBI de até 40 dias para apenas 48 horas”, comemora.

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