Crédito: Franciele Schuster/Divulgação

A força no setor primário é tida como um dos principais motivos para a prosperidade econômica e social de boa parte dos municípios da região. Caso, por exemplo, de Harmonia, onde atividades como a citricultura e a suinocultura contribuem, decisivamente, para a arrecadação por meio do ICMS.

A prefeitura tem políticas voltadas ao apoio aos trabalhadores do campo que já viraram referência até para gestores em outros estados. Conforme levantamento divulgado no início dessa semana, somente em 2020, foram concedidos cerca de R$ 650 mil em incentivos para produtores rurais do Município.

O dado é da Secretaria Municipal de Agricultura e Meio Ambiente. Os números se referem a programas como os subsídios para o transporte de biofertilizante (suinocultores) e para compra de sementes de milho, além do Bônus Rural (em valores de R$ 80 a R$ 1,2 mil, conforme a movimentação em notas fiscais emitidas) e outras iniciativas mantidas pelo Executivo.

Segundo o vice-prefeito e secretário de Administração, Leozildo Lira (PSDB), que até o ano passado comandou a pasta da Agricultura, o número se soma a outros cerca de R$ 500 reais distribuídos pelo Município em apoio a investimentos, como projetos de construção de estufas, aviários, galpões para suinocultura, gado de corte, ovos, leite e renovação de pomares. O resultado dessa política de apoio ao setor primário pode ser medido no volume da movimentação de notas fiscais expedidas pelos produtores. “Foram mais de R$ 150 milhões no último ano-safra”, destaca.

Leozildo lembra ainda que, além do reforço ao setor que atualmente responde por 60% da riqueza de Harmonia, a política de incentivos da Administração Municipal ecoa forte no aspecto social. Não só pelo retorno de impostos, que são reinvestidos na comunidade, mas também pela sucessão familiar. “É importante a gurizada perceber que as propriedades rurais são produtivas. E que produzir alimentos é o caminho da sustentabilidade e da segurança financeira para eles”, completa.

Um dos casos é o de Gilberto Kremer, 33 anos, de Morro Santo Antônio. Depois nove anos trabalhando como motorista de caminhão, ele voltou a apostar no trabalho campo. “Aqui dá mais renda e se vive melhor”, ressalta, acompanhado na lavoura pelo filho Cauan, 12 anos. Já são quatro gerações nas terras da família.

A produção principal dos Kremer é de frutas cítricas. “São 2,3 mil pés de limão em nove hectares. E devemos ampliar em mais quatro hectares este ano”, explica. A família tem ainda plantação de milho e criação de porcos, com 720 animais em cada um dos três lotes por ano para a JBS.

Reichert também voltou a se dedicar à atividade rural (Crédito: Franciele Schuster/Divulgação)

Em Nova Santa Cruz, Lucas Reichert, 30 anos, também está entre os que voltaram para a agricultura para nunca mais sair. Depois de 10 anos trabalhando como eletricista na indústria, ele hoje se orgulha dos dois galpões novos, que farão a produção da família subir de 30 mil para 100 mil aves por lote. “Devido ao auxílio da prefeitura, foi possível o empreendimento de dois aviários climatizados, com 150 metros de comprimento por 16 de largura”, festeja. A família tem ainda criação e gado de corte e milho para silagem (engorda do gado).

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