Com o Programa Assistir o HM vai perder R$ 1,4 milhão em recursos, o que pode prejudicar o atendimento - Crédito: ACOM/Prefeitura

Na manhã de quinta-feira, dia 23, prefeitos, secretários e vereadores de vários municípios do Vale do Caí estiveram em Montenegro para participar de uma reunião com a Secretaria de Saúde do Estado do Rio Grande do Sul. O encontro aconteceu na sede do legislativo local e teve como pauta principal o programa “Assistir”, que altera o modelo de incentivo que as instituições hospitalares do Rio Grande do Sul recebem do governo do Estado.

O encontro contou com a presença da secretária estadual da pasta, Arita Bergmann, que participou de maneira remota, assim como outros líderes de municípios do Vale. O programa foi lançado no início de agosto e, segundo o Estado, tem o objetivo de padronizar e tornar mais transparentes e justos os critérios de distribuição de incentivos hospitalares estaduais repassados às instituições vinculadas ao Sistema Único de Saúde (SUS). Dos 218 hospitais aptos a receberem incentivos estaduais, 162 terão acréscimo e 56, queda.

Prefeito e demais lideranças pediram que seja mantido o repasse do Estado ao HM
– Crédito: ACOM/Prefeitura

O Hospital Montenegro 100% SUS está entre os que terão o recurso diminuído. O valor mensal proposto pelo programa é de R$ 363.678,33. A perda será de R$ 1.463.371,04 mensais para o HM. A secretaria municipal de Saúde de Montenegro, Cristina Reinheimer, abriu o debate destacando a importância do HM não só para a região, mas para todo o Rio Grande do Sul. “O Hospital é referência regional e atende a 14 municípios. Estamos preocupados que, com a diminuição do repasse, a instituição tenha de fechar suas portas”, destaca Cristina. Segundo ela, a preocupação é grande, pois as cidades não podem ficar sem o atendimento da população na área de saúde.

O prefeito Gustavo Zanatta reiterou que, se a redistribuição dos recursos ocorrer da forma como está no programa, todos os municípios serão prejudicados. “Peço encarecidamente para que mantenha esse repasse, para que nossa instituição continue viva”, pediu o chefe do Executivo local. Políticos e representantes das cidades e da Associação dos Municípios do Vale do Rio Caí (Amvarc) também se manifestaram no mesmo sentido.

No final das falas, Arita Bergamann defendeu o projeto e explicou que o Assistir visa corrigir uma grande distorção de recursos destinados a casas de saúde do estado. “O programa fará justiça com o dinheiro público”, ponderou. A secretária destacou que outros hospitais, do mesmo e de maior porte que o de Montenegro, por exemplo, não recebem incentivo nenhum do Executivo estadual. A chefe da pasta, então, apresentou uma alternativa para o HM: “a instituição de saúde deve apresentar uma proposta viável para a prestação de novos serviços na busca da recomposição deste valor”.

A secretaria ainda marcou nova reunião com representantes dos municípios e do HM, na primeira quinzena de outubro, para receber essa proposta e buscar recompor o valor para a instituição. “Nenhum de nós desconhece a importância e a relevância do Hospital Montenegro. Vamos marcar essa reunião para discutir o futuro dessa importante instituição”, salientou.

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