Abaixo-assinado também pede a volta do itinerário das 22 horas em Montenegro - Crédito: ACOM/Câmara de Vereadores

A Câmara de Vereadores vem discutindo, junto com o Executivo, a situação do transporte coletivo em Montenegro. Nas últimas semanas os legisladores vêm sendo procurados pela população que pedem ajuda para solucionar situações como a falta de mais horários de ônibus nos itinerários da Viação Montenegro.

Na última terça-feira, dia 26, na reunião do “Câmara em Pauta”, representantes da Vimsa (Viação Montenegro) participaram do encontro com o prefeito e vereadores. “Chegou para nós a questão dos cortes de horários no transporte, precisamos ver o que está acontecendo, o porquê dos cortes para, juntos, encontrarmos uma solução. O que não podemos é deixar a população desassistida”, frisou o prefeito Gustavo Zanatta.

Questionados pelos vereadores sobre o que vem ocorrendo, representantes da empresa, que detém a concessão para exploração do transporte urbano em Montenegro há alguns anos, destacaram que hoje o contrato com a prefeitura de Montenegro gera mais prejuízos a empresa do que lucros. “Junto a isso soma o fato de termos menos passageiros e alta de combustíveis. Estamos, em todo o Brasil, com uma quede da 50% no uso do transporte, agravado ainda pela pandemia. Tem horários, em Montenegro, que não temos usuários suficientes para custear os gastos que temos”, destacou o advogado da Viação, Itacir Schilling.

De acordo com dados da Vimsa, hoje o prejuízo em gira em torno de R$ 266 mil por mês. “Por isso procuramos o Executivo e estamos aqui para discutir com o Legislativo também”, ressaltou Schilling. Entre os pedidos da empresa está à redução do ISS, congelamento da taxa do Funtran, alteração da idade média da frota e reavaliação da gratuidade. “Isto nos ajudaria para nos readequarmos e reorganizar as nossas contas”, frisou Schilling.

Uma das sugestões levantadas foi da contratação, pela prefeitura, de uma empresa de auditoria para avaliação das contas da Vimsa para ver o que pode ser feito. O transporte público está entre as garantias constitucionais de direito à população, porém não há um valor estipulado para o setor.

Usuários afetados pela falta de transporte à noite criaram um abaixo-assinado solicitando a volta do itinerário das 22 horas. Segundo Julio Hoerlle, Gerente Operacional da empresa, não se tem público suficiente para o horário. “Temos algumas linhas que cruzam a cidade. Em alguns horários como o realizado no itinerário do hospital, que liga extremos no nosso município, não temos um grande número de usuários. Outro ponto que nos foi solicitado é a ampliação da rota que vai a Santos Reis. Mas a receita gerado não cobre os custos”, alega.

No dia 11 de novembro acontece mais uma reunião na Câmara de Vereadores para tentar, junto com o Executivo e a Vimsa, discutir a situação e encontrar uma solução para o transporte na cidade.

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