Grupo de moradores esteve reunido com o prefeito Gustavo Zanatta, mas deve ocorrer reunião com representantes do Estado, que é o proprietário da área - Crédito: ACOM/Prefeitura

Um grupo de moradores do bairro Centenário esteve reunido nesta terça-feira, dia 19, com o prefeito de Montenegro, Gustavo Zanatta, e com o secretário da Habitação, Desenvolvimento Social e Cidadania, Luis Fernando Ferreira, o diretor de Habitação, Igor Silvestrin, e o presidente da Câmara Municipal, vereador Juarez da Silva. O tema do encontro é o pedido de remoção dos índios que estão assentados numa área do Estado, ao lado do local onde está em construção uma escola de educação infantil (EMEI).

Para os moradores, existe um conflito de culturas estabelecido desde a chegada de dezenas de índios na área próxima ao Parque Centenário. De acordo com os moradores, os índios têm seus costumes próprios, que são respeitados. Entretanto, a convivência em área próxima gera situações de incompatibilidade. “Eles fazem fogo, gerando muita fumaça, fazem suas necessidades em locais impróprios. Abatem animais”, foram alguns dos relatos da vizinha à área, Vanete Giovanella.

Kaingangs estão no bairro Centenário desde o final de 2018 e já construíram casas de madeira
– Arquivo/FN

O presidente da Câmara fez um breve resumo da situação, explicando que, inicialmente, eram 29 famílias indígenas cadastradas. Entretanto o número certamente está desatualizado. A área em que foram alojados pertence ao governo do Estado, que fez a cedência temporária. Com a reclamação dos vizinhos, de acordo com Juarez, o governo já teria ingressado com pedido de reintegração de posse.

O secretário da Habitação entende que, para que os índios saiam da área, é preciso ter um novo espaço já definido. “É uma questão social também, essas famílias precisam ter um local adequado”, avalia Luis Fernando. O presidente da Câmara sugeriu que uma área no bairro Zootecnia, também do governo do Estado, junto ao Centro de Treinamento de Agricultores (Cetam), seja o novo endereço dos índios. Uma reunião com o governo estadual deve ser marcada para debater a sugestão.

A maioria das famílias de Kaingangs, que estavam em barracas de lona, já construíram casas de madeira. E o próximo passo é construir casas de alvenaria, cada uma com banheiro. Mas para isso é preciso uma definição sobre o local. Os índios estão no bairro Centenário desde o final de 2018, após deixarem uma área particular na margem da RSC 287, no bairro Santo Antônio.

1 COMENTÁRIO

  1. Parabéns pela coragem dos meus vizinhos de fazerem o certo. Pois existem simpatizantes que defendem a permanência da tribo kaingang aqui no bairro mas, não enxergam a situação realmente. As queimadas constantes, o abate de animais, costume apenas no nosso interior, o culto da igreja quase todas as noites, em volume muito acima do permitido por lei, pois é um bairro residencial e a construção da igreja não possuo proteção alguma acústica, é uma casa de tábuas, sendo assim, o bom senso de baixarem o volume do microfone não existe, não fazem. Não possuem banheiros adequados, assim o cheiro forte encomoda bastante aqueles que moram nos lotes próximos ao assentamento. Acredito que não são marginais mas, seus costumes e falta de saneamento e adequações referente a igreja, são as melhorias que necessitam ser feitas para morarem em área urbana e residencial. Tambem temos famílias, filhos, trabalho, impostos à pagar. Todos merecemos respeito. A maioria de nós respeita as leis e respeitamos as famílias indígenas desde o momento que se assentaram aqui no bairro Centenário. É muito bom a situação estar se resolvendo.

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