Uma Ordem da Rosa recebida em 1870 por um soldado paulista, Voluntário da Pátria na Guerra do Paraguai Reprodução/Internet

Muitos habitantes do Vale do Caí, sejam os de origem portuguesa, sejam os de origem alemã, participaram da Guerra do Paraguai.

Um deles foi Rudolph Schimmelpfening von der Oye. Ele chegou ao Brasil em 1851. Era um Brummer, ou seja, um militar alemão contratado para lutar pelo Brasil na guerra contra a Argentina, então governada pelo ditador argentino Juan Manoel de Rosas. Depois desta guerra, Rudolph ficou no Brasil, integrando-se à Colônia Alemã do Rio Grande do Sul. Em 1968, ele residia em Nova Petrópolis. Antes disto, em 1866 ele participou de duas das mais importantes batalhas da Guerra do Paraguai: a de Tuiuti e a de Boqueron. Teve participação heróica nestas batalhas, sendo condecorado com a comenda Ordem da Rosa. Na batalha de Tuiuti, ele participou como tenente e comandou a Bateria Alemã, que fazia parte do Regimento de Artilharia Montada de Mallet, que teve participação muito destacada na Guerra do Paraguai.

Na sua vida civil, fora dos tempos de guerra, von der Oye atuou como agrimensor. Ele faleceu em 1880, fora dos campos de batalha, mas mesmo assim de maneira trágica: morreu afogado no rio Caí. Seu corpo foi encontrado somente cinco dias depois, no Tabakstal (localidade hoje chamada Picada Cará, no interior do município de Feliz).

No blog São José do Hortêncio, no Facebook, o tataraneto de Rudolph, Maurício Schinmelfennig, que mora na Argentina, traz algumas informações sobre seu antepassado.

” Registro de falecimento de RUDOLF SCHIMMELFENNIG VON DER OYE encontra-se no livro da Igreja Evangélica de Nova Petrópolis sob Sterbe-Register 1880, n? 75 cuja tradução, já que foi assentado em alemão, é a seguinte: \\”RUDOLF SCHIMMELPFENNIG VON DER OYE, nascido a 19 de fevereiro de 1821 em Lübben-Silésia, casado com SUSANNA SCHIMMELPFENNIG née DOCKHORN, natural de São José do Hortêncio, afogou-se no rio Caí em 29 de janeiro de 1880, pelas 3 horas da tarde, e foi sepultado no cemitério do Tabakstal (hoje denominado Linha Temerária – N. do A.) no dia 4 de fevereiro, pelas 9 horas da manhã do dito dia . Encontramos também o assento de seu casamento no Livro da Igreja Evangélica de São José do Hortêncio, 1853, sob o n° 48.”

 

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