Cristina Reinheimer diz que cerca de 300 pessoas não retornaram para receber o reforço da segunda dose e estão correndo risco de contágio do coronavírus - Reprodução/FN

Enquanto a vacinação avança entre os idosos e demais grupos, o que tem preocupado as autoridades é que muitas pessoas não estão retornando para tomar a segunda dose. Em Montenegro, por exemplo, de janeiro até agora, cerca de 300 pessoas não retornaram para receber o reforço, o que deixa incompleta a imunização e aumenta o risco de contrair e transmitir o vírus.

Durante o programa Jornal do Almoço, da RBS TV, desta quinta-feira, dia 8, a secretária municipal de saúde de Montenegro, Cristina Reinheimer, citou que profissionais da saúde não fizeram a segunda dose, em razão da positividade pelo vírus. E também os idosos que não procuraram o drive thru no Parque Centenário para a fase 2 da vacina.

Ao tomar a primeira dose, a pessoa recebe uma carteira de vacinação com o nome da vacina e quando deve fazer o reforço. No caso da Coronavac o reforço deve ocorrer em 28 dias. E da Oxford são três meses para a segunda dose. É importante completar a vacinação, já que o contágio continua alto, com elevado número de casos, internações e óbitos.

Em Montenegro, podem receber o reforço da segunda dose aqueles que foram vacinados em 11 de março ou antes com a Coronavac. Informações podem ser obtidas no Setor de Imunizações pelo fone 3632 0138. A expectativa é pela chegada de mais vacinas. Montenegro estava vacinando idosos a partir dos 65 anos e novas faixas etárias devem ser beneficiadas. Além disso, a partir da próxima segunda-feira, dia 13, inicia a vacinação contra a gripe.

Preocupação

Em entrevista na Rádio América, hoje pela manhã, Cristina alertou sobre a necessidade de reforçar as medidas de prevenção. “Tem uma nova fase, com movimento aumentando na tenda Covid”, disse, sobre o atendimento na Secretaria Municipal da Saúde nesta semana. Para a secretária, o aumento pode ser decorrente de flexibilizações decorrentes da cogestão e já do próprio feriadão de Páscoa. Montenegro, conforme boletim desta quinta-feira, tem 6650 casos confirmados desde o início da pandemia, dos quais 4902 estão recuperados e 1640 em recuperação, além de 108 óbitos de pacientes com coronavírus.

Após uma certa estabilidade, em que reduziram as internações, mas os óbitos continuaram aumentando, Cristina demonstra preocupação com a possibilidade de nova elevação. “Os comerciantes são parceiros nos protocolos de prevenção, mas muitas pessoas não cuidam”, diz, sobre a falta do uso de máscara e do distanciamento. O movimento no centro, com filas e aglomerações, é intenso. A Prefeitura chegou a isolar praças e espaços públicos com fitas e até retirou bancos. Mesmo assim tem gente que não respeita. “Abril também deve ser preocupante”, teme, lembrando que o mês de março já foi o pior de toda a pandemia. “A nova cepa tem uma variante mais agressiva”, alerta, sobre o coronavírus estar deixando os pacientes logo em estado grave e em alguns casos levando a óbito, atingindo também pessoas mais jovens e sem comorbidades.

Tratamento precoce

Sobre a utilização do tratamento precoce, que gera discussões e polêmica, a secretária da saúde diz que o município disponibiliza os medicamentos, que podem ser utilizados de acordo com prescrição médica. O paciente pode optar em ser atendido por médico que prescreve ou não o chamado tratamento precoce. Os pacientes que apresentam sintomas da doença e estão dispostos a fazer o uso recebem os remédios se forem prescritos, devendo também assinar um termo onde deixa registrado o seu desejo.

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