Manifestação foi um protesto contra o corte de R$ 1,4 milhão do Governo do Estado no repasse mensal ao Hospital Montenegro - Crédito: Talis Ferreira

Uma manifestação foi realizada na manhã de ontem, quinta-feira, dia 30 de setembro, às 10 horas, em frente ao Hospital Montenegro (HM). O ato público foi um protesto pacífico, sem barulho e uso obrigatório de máscara, com o objetivo de buscar manter o repasse de recursos do Estado para o maior hospital da região, responsável por atender pacientes de 14 municípios.

Várias pessoas da comunidade montenegrina e da região, lideranças e funcionários do hospital, fizeram um abraço simbólico de apoio ao HM e aplaudiram o trabalho realizado pelos colaboradores da instituição. Para o vereador Talis Ferreira, que propôs o ato público, foi importante a participação da população, como mobilização para que os recursos não sejam retirados do hospital. “Vai afetar muito não só a população de Montenegro, mas de toda a região”, alerta. No dia anterior Talis também fez contato com vários deputados, em Porto Alegre, pedindo apoio no sentido de pressionar o Governo para que não diminua o repasse.

Ato público reuniu várias pessoas na manhã de quinta-feira em frente ao Hospital Montenegro
– Crédito: Talis Ferreira

A preocupação é que, com a redução de cerca de 80% da verba estadual, o que representa em torno de R$ 1,4 milhão de recursos mensais, o atendimento será comprometido. A mudança nos valores deve ocorrer a partir de janeiro devido ao programa Assistir, lançado pelo Governo do Estado com o objetivo de redefinir as regras de distribuição de incentivos financeiros aos hospitais gaúchos ligados ao SUS. Conforme o diretor do HM, Carlos Batista da Silveira, além de reduzir o atendimento, o hospital deverá deixar de ser 100% SUS. O maior prejuízo deverá ser para o atendimento de especialidades, como de consultas, exames e cirurgias, partos e outros procedimentos, sendo priorizados os casos de urgência e emergência.

Para a secretária municipal da saúde, Cristina Reinheimer, o risco é que, com o corte no repasse o HM não consiga manter os atendimentos, podendo até fechar as portas. Ela diz que novas reuniões estão marcadas com o Governo para a próxima semana. Um dos encontros será na terça-feira com a participação de uma comitiva de secretários municipais da região. Depois terá um encontro no próprio hospital, com representantes dos municípios do Vale do Caí. E no dia 13 de outubro terá nova reunião com a secretária estadual de saúde, Arita Bergmann, em Porto Alegre, para buscar re verter a situação. “Não podemos perder esse recurso, porque teremos muitas dificuldades em prestar os atendimentos na região”, alerta.

Pelo programa Assistir, dos 218 hospitais aptos a receberem incentivos estaduais, 162 terão acréscimo e 56 redução. O Hospital Montenegro, único da região com atendimento totalmente gratuito pelo 100% SUS, seria um dos maiores prejudicados. O valor mensal proposto pelo programa é de R$ 363.678,33. A perda será de R$ 1.463.371,04 mensais.

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