Crédito: Governo do Estado

Após reunião com representantes da Federação dos Municípios do Estado (Famurs) e associações de municípios gaúchos, o governador decidiu por manter bandeira preta em todo o Rio Grande do Sul até o dia 22 de março. Portanto, serão mais duas semanas com restrições severas, pelo risco altíssimo ao coronavírus, no sistema de distanciamento controlado. E isso sem direito a cogestão até o dia 22, que permitia flexibilizar o comércio e serviços com protocolos da bandeira inferior, ou seja, vermelha. E vai continuar a suspensão de atividades não essenciais entre 20h e 5h até 31 de março.

O governador apresentou dados técnicos comprovando a piora nos números da pandemia e a tendência de agravamento para os próximos dias. Segundo o presidente da Famurs, o ex-prefeito de Taquari, Maneco Hassen, não devem ocorrer mudanças substanciais nos atuais protocolos. Ele disse que, mesmo que a decisão não tenha tido unanimidade entre os prefeitos, todos reconheceram que o momento é de gravidade. O governador deve conceder entrevista no final da tarde detalhando a decisão. Além do crescimento nos casos, internações e mortes, que motivaram a decisão, existe a preocupação com os reflexos para a economia. Uma das novidades é de que a venda presencial de produtos não essenciais será proibida no comércio, como de eletroeletrônicos e itens de bazar, só sendo autorizado o delivery.  A restrição à comercialização desses itens, principalmente em supermercados, a partir de segunda-feira, visa reduzir a circulação nos estabelecimentos.

Sem lockdown

Mesmo que prefeitos de alguns municípios do Estado, como do litoral norte e até do Vale dos Sinos, estudem a possibilidade e até tenham decidido por lockdown, com o fechamento de todas as atividades econômicas no final de semana, visando conter o crescimento da pandemia, isso não deve ser uma decisão em nível de Estado. E também não está previsto nas cidades do Vale do Caí.

Um boato forte sobre lockdown se espalhou pela região, fazendo muitas pessoas correrem para mercados, farmácias e outros estabelecimentos para realizarem compras, temendo falta de produtos. O prefeito de Montenegro, Gustavo Zanatta, desmentiu os boatos de lockdown. Destacou que durante este final de semana, o comércio de produtos essenciais, especialmente supermercados e farmácias, poderá operar normalmente dentro das regras e dos horários estabelecidos pela Bandeira Preta.

Zanatta classifica este tipo de boataria como “criminosa”. Disse que jamais tomaria uma decisão desse tipo, justamente porque motiva as pessoas a fazerem suas compras todas no mesmo dia, expondo-se ao risco de contágio. “É um absurdo!”, reclama, sobre os boatos que se espalharam nas redes sociais. A força com que a mentira se espalhou sugere, inclusive, que pode haver um movimento organizado com o objetivo de semear e desinformação e o pânico. O prefeito vai pedir que as autoridades tentem identificar os autores.

Preocupado com o aumento do número de casos de Covid-19, Zanatta reitera a necessidade do uso da máscara e do álcool em gel. E faz novo apelo para que as pessoas não participem de aglomerações. A fiscalização seguirá nas ruas no final de semana. “Quem tiver de ir ao supermercado deve ir sozinho e evitar os momentos de pico”, reforça.

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