Empresa realiza monitoramento e batimetria do rio Caí para verificar impacto das enchentes

Foi feita uma primeira medição da profundidade do rio no trecho junto ao cais do porto de Montenegro

Técnicos da Qualle Control estiveram no sábado, dia 20, junto ao rio Caí, em Montenegro, realizando levantamento e batimetria. A empresa, contratada pela Defesa Civil do Estado, fez levantamento topobatimétrico, para verificar o leito do rio Caí, no trecho do cais do porto até as áreas das inundações. Foi feita também a medição de vazão, para monitorar quanto de água está passando pela correnteza por segundo, além de nivelamento das réguas como manutenção preventiva.

Através do levantamento foi verificado que a profundidade do rio, no trecho em frente ao clube Caça e Pesca, está em cerca de 4m30cm. E que não foi constatado assoreamento neste ponto. Ainda devem ser feitos novos levantamentos, incluindo outras áreas. “Devem vir posteriormente, em outra oportunidade, quando o rio estiver mais alto, para ter outras medições e cálculos mais exatos. Ainda deve ser feita a batimetria no leito inteiro do rio, com recursos do Estado”, afirma Cássio de Vargas, coordenador da Defesa Civil de Montenegro.

Foi feita uma primeira medição da profundidade e monitoramento do rio no trecho junto ao cais do porto de Montenegro

Conforme foi verificado, mais réguas serão instaladas para o monitoramento do nível do rio. Trata-se de um projeto da Defesa Civil estadual para monitoramento hidrometeorológico de todo o Estado. São 130 estação instaladas, inclusive essa em frente ao clube Caça e Pesca, no cais do porto de Montenegro, que já está em funcionamento. As estações fazem transmissões a cada 15 segundos, possibilitando maior monitoramento em caso de eventos climáticos. As estações contam com sensor, radar, câmera e régua.

Na grande enchente de 2024, a régua eletrônica que fazia o monitoramento acabou sendo destruída pela inundação, não se tendo uma medição precisa do nível recorde em que chegou o rio Caí em Montenegro. Agora foram instaladas novas réguas, além do sensor radar.

Já a batimetria, que mede a profundidade do rio e verifica o assoreamento e erosão, é feita com equipamento acústico ADCP. É uma técnica muito eficiente para mapear o relevo submerso e, ao mesmo tempo, medir a velocidade e vazão das águas. O serviço foi executado com a utilização de uma pequena embarcação, proporcionando um raio-x do leito do rio.

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