Casal é condenado por homicídio ocorrido no bairro São Martim

O julgamento de um casal, que iniciou por volta de 9h da manhã de ontem, quinta-feira, só terminou perto das 4h da madrugada desta sexta-feira, dia 8, no Fórum de São Sebastião do Caí. Após cerca de 19h de tribunal do júri popular, a juíza Priscila Anadon Carvalho proferiu a sentença, com os jurados decidindo pela condenação dos réus por homicídio. Marcelo Vargas da Motta foi condenado a 19 anos e 4 meses de prisão e Franciele de Oliveira Silveira a 13 anos de reclusão. Ainda cabe recurso.

Após falarem seis testemunhas, sendo quatro de acusação e duas de defesa, e mais os réus, iniciaram os debates entre Ministério Público, através do promotor de justiça Eugênio Paes Amorim, e advogados de defesa, com direito a réplica e tréplica. Também houve um minuto de silêncio em homenagem a juíza Mariana Francisco Ferreira, que faleceu nesta semana aos 34 anos, após complicações decorrentes de um procedimento cirúrgico.

Marcelo Vargas da Motta vai seguir preso em regime fechado. Já Franciele de Oliveira Silveira deve permanecer em prisão domiciliar, com tornozeleira, regime que já se encontrava, em razão de ainda estar amamentando a filha que nasceu recentemente.
Os dois réus, ambos de 30 anos, foram condenados pelo crime ocorrido em 13 de dezembro de 2024, na Rua Sete do bairro São Martim. Na ocasião, o motorista Jeanderson da Câmara, de 27 anos, foi encontrado sem vida no interior de um automóvel Fiat Uno, que se encontrava ligado e com vidros estilhaçados. Além dos tiros, foi encontrado um tijolo de PAVS, que teria sido arremessado na direção do carro para que o motorista parasse o veículo, sendo então alvejado pelos disparos. O casal foi preso dois dias depois, em ação conjunta da Polícia Civil e Brigada Militar, em São Leopoldo, onde estava abrigado na casa de familiares.

Segundo a investigação da Polícia Civil, evidências apontaram que a suspeita mantinha um relacionamento extraconjugal com a vítima, que era seu colega de serviço em uma loja. Na noite do crime ela teria convidado o amante para ir à sua residência. O marido estava na casa, sendo o carro da vítima atingido com um bloco de concreto e depois pelos disparos. Ao todo foram encontradas 14 cápsulas deflagradas de 9 milímetros. A pistola teria sido jogada em um arroio, quando o casal fugia para São Leopoldo.



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