Municípios vão dividir R$ 250 mil para manter atendimento de gestantes no HM

Em entrevista coletiva na manhã desta segunda-feira, dia 27, a direção do HM Regional (Hospital Montenegro) ressaltou que foi graças a mobilização dos municípios da região que o atendimento no Centro Obstétrico foi retomado na última sexta-feira. O Governo do Estado chegou a publicar uma portaria, na quinta-feira, que retiraria a referência do HM e passava para o hospital de Sapucaia do Sul, já que em Montenegro não ocorriam partos pelo SUS desde fevereiro. No dia seguinte, após às 19h, depois de reuniões, o Centro Obstétrico reabriu, depois que nove municípios concordaram em repassar recursos que somam R$ 250 mil mensais, por pelo menos três meses. E para a tarde de hoje está marcada uma reunião, em Porto Alegre, com o Governo do Estado, visando garantir mais recursos e a continuação do atendimento de gestantes no HM.
“Já tivemos três partos no fim de semana”, informa o diretor do HM, Jeferson Alonso dos Santos. Ele diz que na quarta-feira a Secretaria Estadual da Saúde informou que daria um prazo até sexta-feira, 24, para que o hospital retomasse o atendimento das grávidas. Por isso a mobilização dos municípios se intensificou. “Hoje vamos dizer ao Estado que o HM tem capacidade de atender os municípios da região. E pedir a atualização de valores”, ressalta o prefeito de Montenegro, Gustavo Zanatta. O município se comprometeu a liberar R$ 124 mil mensais. Outras Prefeituras, que se comprometeram com repasses, foram Pareci Novo, Maratá, São José do Sul, Salvador do Sul, Tupandi, Brochier, Harmonia e Tabaí. A divisão dos valores é proporcional a população de cada cidade.
Jeferson Alonso lembra que o Ministério da Saúde, no início do mês, anunciou um repasse de R$ 106 mil, mas para isso precisava retomar o atendimento. Conforme a secretária da saúde de Montenegro, Andreia Coitinho da Costa, nestes mais de dois meses que o Centro Obstétrico do HM estava fechado, cerca de 80 gestantes tiveram de ser encaminhadas para hospitais de outras regiões, como Sapucaia do Sul, Campo Bom, Garibaldi e Charqueadas. “Pelos próximos três meses com certeza o atendimento vai continuar. Depois esperamos que os governos estadual e federal façam a sua parte. E espero que isso não volte a acontecer”, afirma Zanatta.
O Hospital Montenegro ainda enfrenta uma grave crise financeira. Segundo a direção, o déficit mensal fica entre 1,5 e 2 milhões de reais. Com isso a dívida do HM já chega a cerca de R$ 79 milhões. Mesmo assim os serviços são mantidos e existe o empenho para a normalização completa dos atendimentos.



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