Dez municípios confirmam apoio para manter a Obstetrícia do Hospital Montenegro

Os prefeitos que integram a Associação dos Municípios do Vale do Caí (Amvarc) se reuniram na manhã de ontem, terça-feira, para discutir os detalhes da reativação do serviço de Obstetrícia do Hospital Montenegro (HM), retomado na última sexta-feira. A unidade havia sido fechada em fevereiro devido à insuficiência dos repasses financeiros do Governo do Estado e da União, que não cobriam os custos de manutenção.
Durante o encontro, ficou definido que quatro municípios não participarão do rateio necessário para garantir o funcionamento do serviço, optando por encaminhar gestantes para outras cidades. Barão e São Pedro da Serra passarão a direcionar suas pacientes para o município de Garibaldi. Já Triunfo deve encaminhar as gestantes para São Jerônimo, enquanto Capela de Santana utilizará a rede de atendimento em Sapucaia do Sul. Por outro lado, dez municípios decidiram manter o apoio ao HM: Montenegro, Pareci Novo, São Sebastião do Caí, Salvador do Sul, Harmonia, Tabaí, Tupandi, Brochier, Maratá e São José do Sul.
Atualmente, o Governo do Estado do Rio Grande do Sul e o Governo Federal repassam, juntos, R$ 180 mil mensais para a manutenção da Obstetrícia. Conforme a direção do hospital, o valor é insuficiente para cobrir os custos do serviço, o que levou à desativação da unidade no início do ano.
Para viabilizar a reabertura, as prefeituras que optaram por manter o atendimento irão dividir o valor restante necessário, estimado em R$ 265 mil mensais, pelo período de três meses, enquanto se busca outras fontes de custeio. O rateio será proporcional à população de cada município, ao custo de R$ 2,13 por habitante. No caso de Montenegro, a contribuição mensal deve chegar a R$ 137 mil.
O prefeito de Montenegro, Gustavo Zanatta, lamentou a situação e destacou o impacto financeiro para os municípios. Segundo ele, é difícil manter as contas em dia quando as prefeituras precisam assumir despesas que originalmente são de responsabilidade dos governos estadual e federal. “No caso específico da Obstetrícia, a participação do Estado e da União soma R$ 180 mil, enquanto os municípios terão de contribuir com um valor bem superior, de R$ 265 mil. É um recurso que fará muita falta em outras frentes”, afirmou.



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